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Me, Myself And I



Eu tenho estrutura pra isso.

 

É pura energia. Física. A força do músculo. O suor escorrendo na testa, aquela gota que desce pelas costas e pára no cóccix. O movimento das pernas, a batida do pé, a respiração ofegante, o ritmo, o ritmo, o ritmo...

 

Quando estou correndo eu não vejo, não sinto, não ouço... Apenas corro. No games! O momento é só meu e do tapetão preto nos meus pés. Fixo o olhar em um ponto, imagino que todos os problemas estão saindo das minhas costas e vou à luta.

 

Depois, levanta peso, guarda peso, reveza na máquina, três séries, o joelho – às vezes – reclama, reparo nos esforços, nas caras masculinas, muitas vezes é inevitável um olhar mais apurado... A libido está no ar. E dá-lhe negada bonita suando a camisa, viu?

 

Em alguns dias é a água. Um dia quente, no outro dia morna. Em outros, quase não consigo sair dela de tão exausta.  O maiô que modela o corpo, a touca que aperta o cérebro, o cheiro e o gosto do cloro na boca, os braços em harmonia com as pernas, quase um balé. Nado sincronizado. Vai crow e volta peito, vai costas e volta crow.

 

Sempre adorei academia e estou adorando a minha fase “fitness”. Troquei a bolsa pela mochila, o salto alto – em alguns dias – pela sola no chão, o ócio pelo esforço compensado, o lanche pela comida saudável, a presença no bar com os amigos pela roupa com lycra na sala com aparelhos.  

 

E tudo começou há dois meses, quando eu peguei meu teste ergométrico e vi a seguinte descrição - Indivíduo: Sedentário. Minha gente que isso mexeu com os meus brios. Como assim? E cá estou eu, feliz da vida em busca da batida – ou da barriga – perfeita.  

 

Mas, com parcimônia!

 

Beijos, Adri

 

Música – Seu Jorge – Carolina



Escrito por Drikaninha às 14:49
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