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Me, Myself And I



Salve! Salve!

 

Não, eu não sei. Não consigo decorar a letra. Confesso. Troco a estrofe da primeira parte, misturo com a segunda, inverto tudo. Independente disso, acho lindo nosso hino, mesmo sabendo que “ouviram do Ipiranga as margens plácidas” pode não ter mesmo acontecido. Vai ver o povo nem era tão heróico e o brado não foi assim - “nossa! que retumbante!”

 

Na Maria Antonietta – quem era de lá vai lembrar – a Dona Marta – uma diretora de quase 2 metros, meio vesga, meio macho e bem autoritária – obrigava a gente a cantar o hino no pátio da escola todo dia antes da aula. E o que a gente fazia? Piada, claro. Um dia, de tão irritada com a bagunça, ela fez a gente cantar o hino várias vezes. Foi pior.

 

Tudo que a gente faz obrigado, coagido ou forçado, dá nisso. Por isso, acho péssimo quando toca o hino nacional antes das partidas de futebol no campeonato brasileiro, paulista, carioca, mineiro e por aí vai. Ninguém canta. Ninguém respeita. Ninguém tá nem aí. Isso quando o ninguém não tá com a boca cheia de cachorro quente, que ele engole virando na boca a cerveja barata. Aja espírito – de porco - patriota.

 

Em contrapartida – sem trocadilho, por favor – esses dias mostraram a brasileirada lá nas terras estrangeiras assistindo o amistoso futebolístico mirrado da seleção brasileira. E, o que tocou antes do jogo? Isso, o hino nacional.

 

Minini, e não é que foi uma coisa bonita de se ver, o povo cantando com emoção a canção da terra natal? Eita que deve dar uma saudade danada no peito, né? Cada flash da grobo era um cidadão chorando, emocionado, com a mão no peito, um cartaz mandando beijo para a família, uma bandana verde e amarela na cabeça e na parte do “ó pátria amada, idolatrada, salve- salve” o estádio vibrava. Eu até cantei umas partes junto. Feliz.

 

A letra não é fácil, meio rebuscada, neguinho não entende o que é a liberdade em raios fúlgidos, quiçá vívido. E quem explica porque a terra é mais garrida? Sempre tem um que acha graça do impávido colosso, há até os que apelam para a conotação sexual. Tsc tsc tsc.... É a cara do povo brasileiro.

 

Mas, para mim, mesmo não decorando a letra, misturando as estrofes, perdendo um pouco o ritmo no meio da canção, a parte mais linda do hino e a que eu canto mais alto é: Verás que um filho teu não foge à luta. Juro que eu sinto orgulho, não me peça para explicar.  

 

E pode aplaudir depois de cantar, viu? Se até nosso presidente quebra vários protocolos, porque não você?

 

Bj, Adri

 

Música - Chingon - Malaguena Salerosa



Escrito por Drikaninha às 15:34
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