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Me, Myself And I



As canções que você fez pra mim

 

Se eu pudesse voltar no tempo, eu gostaria de rever algumas cenas da minha vida. Não, eu não mudaria nada. Só queria ter o prazer de ficar ali, parada, vendo a cena por um outro prisma, como num lance de filme onde as câmeras giram, manja? Algumas cenas da minha infância seriam as primeiras - tenho um problema sério com ordens – começaria então, cronologicamente falando.

 

Preciso rever o dia que eu enfiei o lápis no supercílio do meu primo, porque até hoje eu não lembro se isso foi antes ou depois dele cravar seus lindos dentes de leite no meu dedão. Só sei que a marca está aqui, o tempo não apagou. Também tenho que entender como o meu outro primo sempre ganhava de mim no futebol de botão. Eu jogava bem, nego! De alguma forma ele me ludibriava... Coisas de São Paulino.

 

E aquele dia na escola que jogaram uma minhoca no meu cabelo? Nossa, chorei por horas! Não suporto olhar pra uma minhoca até hoje. Eu tenho certeza que foi o Djalma, mas, ele jurou no dia que não foi ele.

 

Pulando um pouco essa fase infernal, daria tudo pra assistir de camarote nossas danças mais que loucas no Projeto, Apple, Zoom, Over Night. Nossas megas matinês e fim de domingo. Eu teria que passar por elas rápido porque, sem dúvidas, eu teria uma síncope de tanto rir.

 

Tem também aquela viagem péssima que eu fiz para Paraty quando - no meio de uma brincadeira sem graça - eu lasquei a mão na cara do dono da casa. E foi um tapão de mão aberta. Putz, como eu queria rever a cara dele... Ainda sinto minha mão formigar só de contar o causo.

 

Dos meus inúmeros tombos, eu voltaria a máquina do tempo naquele dia chuvoso que eu caí de quatro, em plena 24 de Maio, de saia e meia canelada fio 40. A dor era tanta, a vergonha era tamanha. Mas, a cena foi ofuscada pela gargalhada de um camelô. Ele riu tanto, tanto, tanto que eu não tive outra escolha. Ri junto.

 

As passagens tristes eu gostaria de rever assim, todas, de uma vez só. Faria uma decupagem de, no máximo, três minutos. Acredito que eu sentiria orgulho por saber que algumas coisas já foram superadas, esquecidas e outras bem armazenadas nas minhas infinitas gavetas.

 

Utilizaria o mesmo processo para rever pessoas. Ah, as pessoas da minha vida. Essa seria a parte mais longa dessa louca trajetória. Algumas entraram na minha vida e ficaram para sempre. Outras entraram, saíram, mas deixaram sua essência. Sempre deixam, né? Para o bem ou para o mal. Somos a construção daquilo que vivemos com as pessoas e ações que temos diariamente.  

 

Clichê? E quem não é?

 

Música – Se você puder ouvir, ouça. Se não, leia.

Vai lá: Oswaldo Montenegro – A lista

 

Beijo. Adri



Escrito por Drikaninha às 17:59
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Puxa. Estica. Solta. Enrola.

 

Eu tenho uma mania, quer dizer, eu tenho inúmeras manias bestas. Mas, uma delas, eu sei que eu trago de berço, pelos relatos de família. Isso já me rendeu alguns problemas, mas eu confesso, confesso, confesso... Acho tããão gostoso fazer que, quando percebo, sempre tem alguém rindo ou comentando.

 

De uns tempos pra cá, essa mania tem se tornado uma constante. Não consigo controlar meus dedos finos e compridos. Nem uso anel – por não achar mesmo anel número 12 – para não atrapalhar o ritual.

 

E acontece em qualquer lugar, a toda hora, eu já não respeito nem o credo, hierarquia, espaço, reuniões, fila, pausa do café. Faria até assistindo o Papa. Antigamente, a desculpa para o ato era o sono. Como eu acordo com sono, essa desculpa não cola mais. Balela. Toda vez que meu pai vê, ele ri e fala que eu faço isso desde bebê. A MarianE bate na minha mão e me dá bronca, sempre.

 

Mas ontem eu percebi que a coisa tá ficando meio crítica, porque agora eu tenho vontade de fazer isso nos outros. Em casa eu já faço, na mamis principalmente. Ontem me deu uma vontade louca no meio da balada, minha gente!! É que o gajo era bem bonitinho, pra foder a biela. Eu nem queria saber o nome da vítima, sabe? Só queria sentar do lado dele e ficar ali, horas, só fazendo...

 

Agora me diz: como uma pessoa se livra da mania do vício infernal e delicioso que é, de enrolar os caracóis dos seus cabelos? E quanto mais eu enrolo, mais eu quero enrolar. Maldito TOC!

 

Será que ainda existe aquela boneca medonha que é só uma cabeça? Afff eu morria de medo dela. Pode ser uma ajuda, né? Ao invés de dar nó no meu cabelo, eu carrego a cabeça em baixo do braço e fico praticando. Será que a prática excessiva provoca LER?  

 

Ah, demorei um pouco pra digitar porque uma mão estava no teclado e a outra na cabeça...

 

Beijos, Adri

 

Música: Sepultura - Orgasmatron

 

JU ZORZATO: por um grande respeito, admiração e amor que eu tenho por sua pessoa, eu resolvi abortar o post sobre nossa baladinha no INFERNO



Escrito por Drikaninha às 18:36
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