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Me, Myself And I



Nossa, que saudade desse blog.

Preciso voltar...



Escrito por Drikaninha às 17:22
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Eu voltei, agora pra ficar. Porque aqui, aqui é o meu lugar...

É clichê, eu sei. Mas, começo este texto pensando: como o tempo está passando rápido. Faz oito meses que eu não me dou o prazer de postar algo no meu próprio blog.

Do último post para cá, muita coisa mudou. Me joguei no mercado de trabalho, recebi algumas propostas, neguei outras, mudei de emprego, de hábitos, de namorado, meu cabelo cresceu, cortei, cresceu de novo, fiz 34 anos, mantive o peso, estou menos mal humorenta (juro), conheci pessoas legais - algumas nem tanto, revi os amigos - alguns nem tanto, estou mais econômica, mais seletiva, me tornei sedentária - o que é péssimo, mas, eu ainda sou uma pessoa de alma boa.

Resolvi que 2010 seria o ano da mudança. E está sendo. Me livrei de alguns estigmas, de pessoas vampiras e passei a agir mais e reclamar menos. Percebi que, em várias situações, só uma pessoa estava sendo prejudicada por ser inflexível, chata e meio grossa: eu mesma.

É, está sendo um bom ano. Percebi, também, que as pessoas estão meio sem saco para ler blogs – ou textos longos. Por isso, daqui pra frente, prometo que vou fazer posts menores, sem perder o conteúdo, claro.

No mais, nos vemos no twitter - @adriafm. Dinâmico, interativo e online. Sempre. O importante é não perdermos o contato. Ainda mais agora que eu to simpática pra caramba... Aproveita!

É isso.

Beijos, Adri

Música: Lenine – Avassalador – precisei baixar a música para entender o que ele canta. É linda.

 



Escrito por Drikaninha às 18:49
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Eu sou uma alma boa - sou?

Esses dias eu recebi um e-mail com o título: uma alma boa. O texto fala da peça "A Alma Boa de Setsuan", comédia de Bertolt Brecht com a versátil e carismática Denise Fraga no papel principal e direção do premiado Marco Antonio Braz. (SIC)

O assunto em questão é a arte de se envolver, sobre a linha tênue em fazer o bem para si e para os outros ao mesmo tempo – sem que isso interfira no seu livre arbítrio, vida, alma, tempo e espaço.  

A leitura abre vertentes para dois caminhos: ou você se envolve e se ferra, ou você não se envolve e vira uma pessoa egoísta. E, após ler, reler e tentar entender, concluí que realmente é difícil, muito difícil, achar o meio termo.

Explico. Envolver-se significa tornar seu um compromisso que é do outro. É interferir e colocar entre suas atividades ações que não cabem a você. É mudar a rota e o curso do rio para dar espaço e vazão para uma ação que, de certa forma, não é sua. É abrir-se para viver uma situação na qual você não esperava, não precisava passar e, por fim, surpreender-se com o final para o bem e para o mal – isso para mim é o mais crítico.

Explico de novo. Durante o dia, vamos falar do horário comercial, você está lá na sua mesa cheia de tarefas, prazo apertado, e-mails para responder, cobranças significativas que correspondem aos seus compromissos firmados. De repente, um amigo chega e lhe expõe uma situação que, na hora, você no seu ímpeto de alma boa pensa: putz, eu sei fazer isso, joga aí na minha mão. Pronto, você já se envolveu.

O resultado? Você se abriu para mais uma tarefa, uma cobrança, uma chateação e, pode apostar, o trabalho vai se tornar seu. Abraça que o filho é teu, amigão. E sabe por que isso aconteceu? Só porque você é uma alma boa!

Eu poderia citar vários exemplos, peguei o mais coerente para não parecer egoísta demais. A pauta em questão é: como se envolver sem que o problema do outro tire seu sono? Sem que te liguem de madrugada cobrando uma resolução de um assunto que não é seu? Sem que emocionalmente isso seja lembrado?

Já percebeu como é difícil dizer não? Porque, então, cada vez mais nos envolvemos em situações que sabemos como vai terminar, em perguntas que não temos respostas, em problemas que não há solução. Só porque somos uma alma boa? A peça, bem como o texto que eu recebi, termina sem uma resposta para isso tudo. Eu também não sei o final.

Há que se ter um meio termo. Há... Enquanto isso, vamos nos envolvendo, mas, com moderação. Eu não sei você, mas, eu só sei lidar com gente. E lidando com gente, não tem como não se envolver. Mas, precisamos do meio termo. Há que se ter um meio termo...

Beijos. Adri

Música: Alanis Morissete - Uninvited



Escrito por Drikaninha às 16:50
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Passando o tempo no siviçu....

Paolla

QUER CONVERSAR?

Adri Machado

sim, vc tc de onde?

Paolla

são paulo e vc?

Adri Machado

Manaus. Me chamo Boi Bumbá e vc?

Paolla

joelma

Adri Machado

quer um calipso? é de chocolate branco

Paolla

não...  só gosto de chimbinha

e pato no tucupi

Adri Machado

vc não é de SP? as pessoas mentem nestas bostas de salas, vou invadir seu micro. safada

Paolla

eu ESTOU em são paulo mas eu sou uma Ribeirinha

Adri Machado

POBRE sabia que vc era pobre eu sou rica aqui em Manaus tenho muitos bois e meus rios tem piranhas

Paolla

eu sou de uma abastada família ribeirinha minha tapera tem 3 andares

Adri Machado

nojo de vc

Paolla

tenho uma canoa importada

Adri Machado

v deve cheirar peixe

Paolla

só uso essencias naturais... tenho cheiro de Boto... e boto não é peixe hauhauhauha

Adri Machado

vc deve dar para os botos sua safada vou te denunciar nessa sala

Paolla

nuossa... que revolta

Adri Machado

PESSOAL, NÃO FALEM COM ESSA RIBEIRINHA, ELA FEDE vc ainda taí? desculpa,era a loka da minha irmã

Paolla

não... morri!

Adri Machado

vamos voltar a conversar me fala de vc o que vc faz?

Paolla

eu sou hacker invado computadores...

Adri Machado

Puta ......sabia... vou sair da sala

Paolla

acabei de invadir o seu!!!!! troxa

Adri Machado

CAROLBONEQUINHASAIUDASALA

 

Música: Todas do Calypso



Escrito por Drikaninha às 17:40
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Satisfação

 

A vida é engraçada. Irônica, eu diria.

Depois de um bom tempo em casa, tudo o que eu mais queria era andar pelos verdes matos, subir as incansáveis serras, sentir os ventos dos morros uivantes, desfrutar os bons papos com os amigos.

Passada a euforia, ontem - depois de dias de trabalho - tudo o que eu mais queria era sentir o frisado do veludo cotelê do sofá marcado na minha cara.

E enfim, o ócio! Criativo? Claro que não.

A preguiça tamanha só me deu força suficiente para assistir um filme. Num passado recente, este seria o pior cenário da minha vida.

Pois é.

A vida é engraçada. Irônica, eu diria.

Estamos num mundo cheio de possibilidades, inúmeros canais de TV a um toque do indicador, salas de cinema 3D, um shopping em casa esquina. Até o simples fato de escolher a pipoca nos remete a várias reflexões: pequena, média, grande, super grande, com manteiga, bacon, cheddar, sal, ajinomoto, pimenta, combo, com refrigerante... E você só queria uma simples pipoca – daquelas do tiozinho em frente à igreja, manja?

Muitas vezes, o fazer nada é tão contemplativo.

Quase satisfatório. Por pouco, um êxtase.

Mas – sempre tem o “mas” – sempre falta alguma coisa.

Não estamos satisfeitos com nada? Nunca?

Pois é.

A vida é engraçada. Irônica, eu diria.

Tantos canais na TV e você quer aquele que não funciona.

O encontro do desencontro.

Tantas possibilidades de amar e você quer aquele que não está a fim de você.

Como diria Alanis: It's like ten thousand spoons when all you need is a knife

Vamos sempre querer a casa no campo para plantar nossos amigos, desde que a gente tenha um carro rápido que nos leve de lá para o primeiro shopping.

Pessoas. Tsc, tsc. Como entendê-las?

 

Beijos, Adri

 

Música: Beyoncé - All the single ladies

Combina com a data? A vida é engraçada. Irônica, eu diria



Escrito por Drikaninha às 15:57
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Quié?

 

Atualmente, ser qualquer coisa me cansa.

Ser simpática

Paciente

Carinhosa

Atenciosa

Cristã

Interessada

Amiga

Companheira

Fértil

Amante

Filha

Irmã

Inteligente

Displicente

Gostosa

Bonita

Pecadora

Humana

Arrumada

Doida

Vaidosa

Ouvinte

Politicamente correta

Informada

Prestativa

Generosa

Engraçada

Disponível...

 

Queria, por uma semana, ser só uma pessoa dormitiva e banhativa!

 

Beijos. Adri

 

Música – Cher – Believe



Escrito por Drikaninha às 23:10
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Tamanho é documento?

Discussões homéricas – sem ofensas – giram em torno do tamanho do órgão masculino, o pênis...

Quer saber o resto? Acesse: http://homemetc.com.br/?cat=57

Música – Mel C – Never be the same again



Escrito por Drikaninha às 13:20
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A última ceia

Segundo relatos de amigos próximos de Machado de Assis, a última frase que ele balbuciou antes de morrer foi “a vida é boa”.

 

Simples assim. Como se numa pequena frase ele pudesse resumir que, mesmo sendo epilético, gago, mulato, descendente de escravos alforriados – numa época que a Obamamania seria condenada a chicotadas – a vida dele só podia mesmo ter sido boa.  

 

Raramente as pessoas falam de assuntos como esse. Perda e morte são assuntos tabus na religião, mesa de bar, encontro com os amigos. Evitamos a pauta. A ideia (ainda não me acostumei a não usar acento nesta palavra) hoje também não é falar disso, mas, de tentar imaginar o que a gente diria como última frase na hora da passagem. Aquela para registrar seus atos, evidenciar tudo o que você fez, viveu, sentiu...

 

Levando em consideração meus gostos, vícios e rotinas, talvez eu diga algo como: ”por favor, um expresso com a espuma do leite” ou “será que amanhã vai chover?” ou ainda “alguém viu o meu chinelo”? Pois é... eu jamais faria parte da Academia Brasileira de Letras. Pensando bem, talvez num ato abusivo do plágio, eu faça como Machado de Assis.

 

Porque eu ainda não pensei em nada melhor para registrar o momento com outra frase além de “a vida é boa”.

 

Beijos, Adri

 

Música: Garbage - Stupid Girl 



Escrito por Drikaninha às 16:09
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Então é isso.

Não vou tecer longos comentários sobre 2008.

Passou, acabou, rápido como todos os outros.

Vivemos, sofremos, transamos - ou não - nos perdemos, nos permitimos, nos fudemos, nos fudemos, nos fudemos...

Com ênfase! Até porque, tivemos um dia a mais para isso, os feriados foram - na sua maioria - aos domingos.

Que ano estranho!

Planejamos e executamos, sonhamos e não realizamos, estudamos e nos formamos com louvor - dá-lhe Ju - mudamos nosso itinerário, fomos para o Morro...

Jogamos tudo para o alto em busca de novos ares, novas catracas, mas, nos deparamos com os mesmos problemas. No final, percebemos que isso não significa nada. Mas tentamos.

Enterramos o passado, reavaliamos a vida pacata do hoje, enxergamos aquilo que não queríamos enxergar. Descobrimos - de novo - que amar dói...

Ai como dói a dor, como dói a dor de amar, quem se desencantou sabe o que é chorar...

Fomos em frente, fomos corajosos, fomos preconceituosos, fomos filhos da puta, fomos amados, fomos espertos. O mundo é dos espertos?

Fizemos dinheiro, perdemos grana, quebramos paradigmas, falamos só o clichê. Evoluímos. Nos tornamos mais sagaz, emburrecemos. Esculpimos o físico, doutrinamos a mente, aumentamos a quantidade de cigarro consumido, largamos o copo, pedimos a saideira. Nos demos o prazer de molhar os pés no mar - dá-lhe Zé - afundamos nossas calças nas ruas cinzentas da cidade.

Reencontramos velhos amigos - dá-lhe Vivi - amamos nossa família, separamos o joio do trigo, escrevemos belas histórias no nosso livro da vida.

Ah, a vida... Essa sim merece longas páginas do meu pobre português. Não importa o motivo, o que fizemos, o grau de análise crítica desse processo. O que vale é que estamos aqui, de novo. E vamos fazer tudo outra vez...

A você um brinde. Do fundo do meu coração, eu lhe desejo muita saúde.

Porque, de fato, não... Não vou tecer longos comentários sobre 2008.

Beijos, Adri

Música: Pato Fu - Sobre o tempo.



Escrito por Drikaninha às 00:17
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Natural?

 

O que está acontecendo por aqui? No mundo moderno, as pessoas não têm mais tempo para nada, para uma conversa, um café, um trago, um gole, um beijo, um abraço...

 

Os prazos estão cada vez mais curtos, a agenda sempre lotada, os compromissos são controlados via sistema, os encontros são desenhados em fórmulas do Excel, o par romântico é escolhido por perfis na internet. Peça pelo número.

 

De uma hora para outra o mundo enlouqueceu, a bolsa virou as maiores cabeças, o trânsito se transformou num campo de guerra a céu aberto, as religiões não se aceitam, não se misturam, não se falam. E Deus continua sendo um só...

 

As crianças perderam o respeito, os adolescentes não sabem o que significa ideologia, os adultos estão sem a menor definição de missão, perderam o rumo e os valores estão trocados.

 

Perdemos a inocência. Estamos cada vez mais nos transformando em pessoas amargas. Vivemos em ilhas. Aos poucos, estamos perdendo o prazer do toque, do gosto.

 

Colocamos a vida no piloto automático, amanhecemos e tomamos um banho mecânico, programado. Nos despedimos pela manhã das pessoas que amamos como se estivéssemos cumprindo um ritual, sem cerimônia. Temos hora para tudo.

 

Pessoas se descabelam para comprar um aparelho que envia mensagem, e-mail, tira foto, grava, toca música, mostra onde você está, para onde vai, o que tem para fazer no dia, para – no final – só usar uma opção: fazer e receber ligação.

 

E aos poucos, sem perceber, vamos deixando de lado a nossa condescendência natural. O livre arbítrio tem uma etiqueta made in China, a resposta para a divergência é sempre a mesa: "é assim e ponto". Just do it!

 

Sentimos vergonha dos sentimentos, mas, ao mesmo tempo o "eu te amo" nunca esteve tão banalizado. Talvez por ato falho, estamos carentes. De tudo. Estamos sem rumo, sem graça, estamos perdendo a essência.

 

E nós vamos fazer o que para mudar essa situação?  

 

Eu tenho me perguntado isso todos os dias... Principalmente quando vejo – e pratico - todas essas situações acima

 

Beijos, Adri

 

Música – Barão Vermelho – Só pra variar

 



Escrito por Drikaninha às 21:52
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Eu acredito...

 

que o Brasil é o país do futuro.

em contos de fadas.

na paz mundial.

no amor eterno.

no valor da idéia

na amizade sem interesse.

no espírito de natal.

que um negro pode ser presidente da república – seja ela qual for.

que o Jim Morrison não morreu. Nem o Elvis. Tão pouco a Janis.

na pureza das respostas das crianças.

no sistema da política “para todos”.

que o Michael Jackson é inocente.

no apocalipse.

que comer manga com leite faz mal.

em Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

que estamos todos ligados de alguma forma.

que você me ama. E sempre vai amar.

na minha capacidade de superação – e poder de irritar as pessoas.

que eu e a Ju Galinha vamos passear com os nossos filhos.

na mula sem cabeça.

que girafas não existem.

em estrela cadente.

no poder do pensamento.

que nesta terra, em se plantando, tudo dá. (SIC)

no número sete.

que o mundo gira e a Lusitana roda.

que São Jorge mora na lua. Salve Jorge!

na compaixão.

no perdão.

em déjà vu.

que nem as facas GINSU desfiam as meias VIVARINAS.

que eu nunca vou perder meus pais.

num mundo melhor.

em você...sempre.

 

Saudades de todos, de tantos, de várias formas.

Sentiu? Estou bem pertinho de você, neste exato momento.

 

Beijo. Adri

 

Música - Tears For Fears - Everybody Wants To Rule The World



Escrito por Drikaninha às 23:52
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Eu sou eu e você numa mesma ação

 

As pessoas mudam ou elas simplesmente adquirem várias formas – se adequam ao cenário, por assim dizer? Quando a gente deixa de ser quem a gente é? E se de repente nos damos conta de que não somos mais aquela pessoa que aparece no RG? Quando, afinal, perdemos a identidade?

 

Máscaras, mudanças, tipos, poses, fakes, guetos, biotipos, grupos, rodas, panelas... As pessoas são o que são ou somos nós que criamos expectativas demais? Como, por exemplo, sair da saia justa frente à cara de espanto daquela gerente que ouviu você dizendo um sonoro: vai se foder? É ela que não te conhece ou você que não se deixou conhecer? Fica evidente, então, que nós criamos várias personagens ao longo da nossa trajetória?

 

Seria correto afirmar - num raciocínio lógico onde dois e dois são quatro - que pessoas não possuem idéias próprias? Ou ainda que para cada situação que vivemos sacamos de uma máscara apropriada, da carapuça que nos serve, abrimos na mente o enorme HD com respostas prontas e trechos de livros e adaptamos como se fossem idéias nossas?

 

Não, não me diga que você nunca fez isso. E aposto que nem usou no começo da frase a expressão: como diz o meu amigo...

 

E se agente reparar no círculo lúdico do carrossel onde todos os cavalos estão virados para o mesmo lado e seguem o mesmo fluxo, percebemos que cada um tem a sua cor. Sua marca. Seu momento. Não somos iguais, mas, somos a soma das pessoas, de fatos e de momentos que, um dia, mesmo que por um milésimo de segundo passaram por nós. E deixaram marcas.

 

Já tive a doce ilusão de achar que muitos pensamentos e atos eram meus. Ainda bem que os anos passam e a gente vai criando vergonha na cara para admitir certas coisas. Estou numa fase de evidenciar os meus erros, rir da própria cara e de me dar ao luxo de usar todas as máscaras que eu quero, aonde eu quero da forma que eu bem entender. Quero ser várias, quero ser todas e tudo ao mesmo tempo. Multifacetada.

 

Deve ser influência do ciclo, mais um que está quase terminando para começar outro. Vou comemorar o fato de ser a cara da mãe, o nariz do pai e de ter uma personalidade única porque tenho comigo um “que” da essência de todos os meus amigos. E inimigos, graças a Deus. Afinal, são eles que nos fazem criar as melhores máscaras: da coragem e da defesa.

 

Beijos, Adri

 

Música: Jorge Vercilo - Encontro das águas



Escrito por Drikaninha às 23:54
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Conversa de meninas

 

Dia desses, no vestiário feminino da academia – óbvio – presencio a seguinte discussão filosófica:

 

- Oi amiga, nadou muito?

- Ah, não muito. Eu tô cansada hoje, fiz muita lição de casa na parte da tarde.

- É? Eu não te vi na escola, onde você estava?

- Eu tava falando com o Pedro. Quer dizer, estava tentando, ele tá sempre cercado de.. de... ah, você sabe.

- Safadas?

 

E eu só prestando atenção, o negócio tava ficando bom.

 

- Eu não sei o que ele quer, ele diz que gosta de mim, mas, não larga delas.

- Olha, se eu fosse você, dava uma boa esnobada nele. Ele se acha! E eu nem acho que ele é tudo isso não. Você é linda! Deixa ele de lado...

- Você acha?

- Claro, eu fiz isso com o meu namorado e hoje a gente tá bem...

 

Aí foi demais pra mim e eu tive que me meter na conversa.

 

- Jéssica, quantos anos você tem?

- Eu tenho 9.

- E sua mãe sabe que você namora?

- Claro, ela sabe até que eu já beijei na boca.

- E você tia, quantos anos você tem?

- Eu tenho 31.

- Tuuuuuuuuuudo isso? Nossa, eu nem sei como deve ser ter 31 anos.

- Tá Jéssica, vamos voltar ao seu assunto – eu, já com sangue no zóio.

- E você acha que é bonito nessa idade você de namorico, é? Você não brinca de casinha não?

- Que? Casinha? Tiiiiiiiiiiiiiiiia, que coisa mais careta!

 

Terminei de arrumar meu óculos e achei melhor ir nadar. A conversa tava ficando séria demais pra minha idade.

 

Beijos, Adri

 

Música: Marisa Monte – O xote das meninas



Escrito por Drikaninha às 23:07
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Sentidos

 

Se eu tivesse que escolher um deles – ou definir o grau de importância – eu não saberia, nem conseguiria. Se eu tivesse que ficar sem um deles, então, seria pior ainda. Eu sou totalmente dependente dos cinco sentidos.

 

O que seria de mim sem o tato? Não poder sentir na ponta dos dedos o enrolar dos cabelos lisos – esses que eu insistentemente enrolo nas reuniões – não sentir o macio da sua pele, a temperatura da água quente que cai do chuveiro antes de jogar o corpo para dentro do Box, o toque suave do cetim, do veludo, a aspereza do asfalto minutos depois que a mão rala no chão evidenciando o tombo vergonhoso, o prazer do encaixe das teclas nos meus dedos enquanto eu digito palavras absurdas. Impossível viver sem isso.

 

O que seria de mim sem a visão? Não poder ver o despontar do dia, a imagem de São Jorge na lua, a linha do horizonte, a linha do trem, a linha da vida na palma da mão, a vida que cresce e os anos que passam bem em frente aos meus olhos, o colorido do arco-íris, as formas geométricas e caóticas da minha amada e idolatrada São Paulo, os inúmeros sorrisos, minha imagem refletida no espelho e agradecer pela generosidade do tempo. Impossível viver sem isso.

 

O que seria de mim sem o olfato? Não poder sentir o cheiro do café passando pelo filtro de papel e invadindo minhas narinas, o suave cheiro doce da baunilha no creme preferido, a doce lembrança do seu perfume ainda nas pontas dos meus dedos, o cheiro amargo do hospital, do meu travesseiro que há anos registra meus sonhos, o cheiro de casa com a sensação de porto seguro, do livro novo, o cheiro insuportável do ralo. Impossível viver sem isso.

 

O que seria de mim sem a audição? Não poder ouvir o som das minhas inúmeras bandas de cabeceira, o barulho do salto alto identificando a personalidade marcante das pessoas, o som do mar ao vivo, nas conchas, a voz na tela do cinema, meu nome no pé do ouvido – aquele que até arrepia – o barulho ensurdecedor das muitas baladas marcantes, o som insuportável dos pássaros na janela, o coro das torcidas campeãs. Impossível viver sem isso.

 

O que seria de mim sem o paladar? Esse sentido - que aliado com o olfato - faz a vida ficar doce, cítrica, agridoce. Eu sou agridoce. O que seria de mim sem o sabor do algodão doce, do poderoso café – ele de novo – do gosto amargo do seu corpo que fica na minha boca por mais tempo, das infinitas variações de queijo que existe no mundo, do sabor cambaleante do chocolate, do gosto inebriante dos vinhos, da sensação do peixe cru misturado no Shoyu deslizando na boca, a pasta de dente que impregna as papilas gustativas, as mesmas que disputam o último gole da coca-cola – no meu caso. Impossível viver sem isso.

 

Tudo isso foi pensado enquanto eu digitava, enrolava os cabelos, tomava café – muitos – via TV, lia matérias em sites e comia chocolate. Tudo ao mesmo tempo e mais ou menos nessa ordem.

 

Beijos, Adri

 

Música: Legião Urbana – Antes das seis



Escrito por Drikaninha às 22:48
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A moça do sapato feio

 

Ele é feio demais. A primeira vez que eu vi eu soltei um sonoro: CREEEEDO! Jurei por todos os meus pés – tenho vários – que jamais usaria aquilo. São coloridos, enormes, deselegantes, de material inferior e não – definitivamente não – combinam comigo.

 

Tipo moda da calça bailarina – o que era aquilo, gente? As cores tomaram tantas proporções, que depois desta moda o Pantone® teve que ser revisto. E eu tive, por baixo, umas 12.

 

Mas, assim como a lua muda, o mundo gira e a Lusitana roda, eu sempre pago a porcaria da minha língua. Igual da vez que eu jurei que não ia sair com aquele cara feeeeeeeio de doer – leia-se dar!

 

Voltando ao objeto feio de doer... Dizem que aqui no Brasil, especificamente em São Paulo, ainda é o lugar onde mais mulheres desfilam suas lindas pernocas, para cima e para baixo, sempre no saltão. E aja batata da perna a la carte purê no fim do dia, viu?

 

Pensando nisso, eu me rendi à sua feiúra. Não posso falar a marca do sapato, posso ser processada. Sabe, né? Meu blog é muito lido... Comprei um preto, com furinhos estrategicamente posicionados para a boa respiração dos meus dedos. Todo mundo olha pra ele porque ele é feio, feio de doer. Quer dizer, não dói. O bicho é tão confortável que você nem lembra que está usando. Só troco o feio pelo bonito e apertado quando chego no siviçu.

 

Acho que eu tenho uma queda para tudo que é feio. Dá menos trabalho, não machuca o pé, em geral é extremamente cômodo e dá até um ar meio cool. Pronto! Daqui a pouco eu vou achar que eu sou a Geni...

 

Beijos, Adri

 

Godoy da minha vida: estou com saudades, sua cachorra.

Vivi – amiga da Godoy – volte sempre!

Música - Buena Vista Social Club - Guantanamera



Escrito por Drikaninha às 22:40
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Amor incondicional

 

A primeira vez que eu a vi ela estava numa gaiola horrível, suja e um tanto apertada – já que o espaço dela era dividido com mais dois cachorros. Olhei para o conjunto da obra como se olha para qualquer outro objeto, sem me atentar muito. Mas, algo nela chamou a minha atenção. Suas orelhas eram grandes - grandes demais para um cachorro tão pequeno – os olhos tristes, mas espertos – espertos demais para um cachorro tão pequeno.

 

Cheguei perto e ela fez graça, num ato desesperado para chamar mesmo a minha atenção. Aposto que se ela falasse ela teria gritado: Me tira daqui! Neste momento então eu soube que era uma cachorra, uma menina ainda sem nome, sem destino, sem raça. Sem nada. Ela só tinha charme – charme demais para uma cachorra tão sem raça.

 

Voltei para casa pensando nela, cutuquei as lembranças mais doloridas da irmã – ela ainda sofre com a ausência da Pelúcia – num ato desesperado para chamar mesmo a atenção dela. Aprendi com a cachorra... Voltamos na loja e lá estava ela, naquela gaiola horrível, suja e agora um pouco mais fedida.

 

Seu alvará custou a bagatela de R$150,00 – chorados, claro. Um pouco caro - caro demais para uma cachorra tão sem pedigree. No caminho fomos pensando e inventando nomes. Depois de olharmos um pouco mais para ela, decretamos: Pipoca. O nome deve-se ao fato do pêlo dela ser claro - meio creme, meio bege, meio cor de burro quando foge – e, na época, um pouco empelotado, como se fosse mesmo umas pipocas...

 

De lá fomos direto ao veterinário. A coisa era tão miúda que cabia no meu antebraço. E essa coisa miúda tinha um pouco de tudo: pulga, fome, sujeira, nada de vacina, nem um pouco de controle e todas as faltas de obediência que um ser canino pode ter aos três meses de idade. Sua raça? Só Deus sabe. Pelo tamanho das orelhas, podemos dizer que o tataravô dela era um cocker.

 

Não foi nem um pouco fácil educá-la. Acostumar com ela transitando pela casa então, mais difícil ainda. Cada hora era um que lançava seu peso nas suas pobres patas indefesas. Ela dá trabalho, despesas, um pouco de dor de cabeça e encheção de saco. Em compensação, dá carinho, afeto, amor e companheirismo que não tem como descrever. O veterinário dela – aliás, pessoa na qual a Pipoca tem um grande apreço – diz que ela é inteligentíssima.

 

E eu, que antes dela não via a menor graça num ser peludo, de patas e com uma carreira de tetas, hoje me rendo aos seus caprichos, compro seus brinquedos e até escovo os seus dentes. Quando ela deixa, claro. O melhor de tudo isso é quando ela pára ao meu lado, me olha, vira um pouco a cabeça e – parece que – diz: Eu também te amo.

 

Beijos, Adri - e uma lambida da Pipoca.

 

P.S.: O alto índice de trabalho atualmente na minha vida, faz com que eu não apareça muito por aqui. Mas, deixe seu recado após o sinal. A casa agradece sua visita.

 

Música: Bob Marley - Three Little Birds



Escrito por Drikaninha às 19:34
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Roda mundo

 

Quanto vale sua liberdade? O que você sacrificaria por uma noite de sono perfeita? Qual o real significado de acordar, olhar no espelho e sentir com gosto a deliciosa sensação de “eu vou fazer hoje o que eu quiser”?

 

Porque será, então, que nos prendemos a empregos que não agregam nenhum conhecimento, amores vazios que nos atravessam com o olhar, pessoas que apenas sugam a nossa energia e não vem a nós em nada, nada, nada? Relações infundadas. Não há nada pior nessa vida do que uma relação unilateral. Conjunto vazio.

 

Em alguns momentos da vida amamos tanto o próximo – não que isso seja pecado – que esquecemos de um item importante no check list: o amor próprio. E aí, sem perceber, estamos dando o sangue por uma empresa que é uma Gambis Corporations S/A., aceitando assistir aquele filme no cinema que a gente odeia só pra ver a cara feliz do palhaço que diz ser seu namorado, nos forçando a tratar com bom tom e traquejo social aquele camarada que, na primeira oportunidade, puxa o nosso tapete – pouco se importando se ele é um persa.

 

Não, gente! Tá tudo errado. Pára. Vamos nos livrar dos estigmas, dos carmas - ou em português bem claro – dos encostos que teimam em se apoderar das nossas almas. No começo é horrível se livrar de tudo. Porque, vamos admitir... Infelizmente, a gente se acostuma até com as coisas ruins no nosso cotidiano rotineiro sem sal.

 

Não vai fazer falta aquele sistema “cheguei, liguei, não pensei e ops...trabalhei e não vivi”. Sem contar no “ele me ligou, atendi, ele nem ouviu o que eu falei, desliguei, ele veio aqui, me beijou, foi embora, não fez a menor diferença”. Pensa? A gente precisa mesmo de ninharias na vida? Conhecendo você como eu conheço, aposto que não. Você é muito mais que isso.

 

Ainda dá tempo de dar um giro e mudar essa vida – a minha, a sua, a nossa. Procure o plano B, faça o plano C. Chega de planejar quem você vai ser em 2010, se você vai assistir a COPA em 2014. Vamos respirar o dia de hoje, com intensidade.

 

Se dá medo? Claro! E que bom que dá medo. O medo faz parte da vida, mas, a fé precisa ser maior que o medo. Meu pai me disse isso esses dias...

 

Beijos, Adri

 

Música - Kid Abelha – Não vou ficar



Escrito por Drikaninha às 11:57
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Saudade

 

Eu sinto sempre. Isso não significa querer viver de novo o que já passou. As lembranças são partes da nossa construção de vida, como as rugas – são necessárias. A saudade dói? Às vezes. Mas, como defini-la? Será, a saudade, essa definição do dicionário on line? 

 

Saudade, lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de torná-las a ver ou a possuir; pesar pela ausência de alguém que nos é querido; nostalgia.

 

Gosto da saudade com cheiro, do cheiro gostoso que tinha a comida da minha avó. Do tempero simples da macarronada de domingo com salada de alface. Do seu sorriso acanhado, o olhar sábio, das mãos calejadas da luta cotidiana, dela dizendo que a gente era “lisinha de agradar”.

 

Gosto da saudade da dor no braço causada pela batida forte da bola de volley (vôlei?), dos jogos de rua, do som da costela batendo no chão por pular errado por cima da mula – ai como dói – das intermináveis partidas de pif paf com a gangue pré-adolescente, da dor no coraçãozinho quando se ama aos nove anos.

 

Gosto da saudade da liberdade pressuposta dos 16 anos. De sair de braços dados, sem destino, para ir até lá... no bar do Moa. Saudade da audácia débil que se tem no segundo grau e pular o muro da escola só para ficar ali, encostada no carrão branco que gelava até o cóccix quando ele virava a esquina. Saudade do despudor ingênuo do corpo dentro do shorts jeans - que na verdade era uma calça velha cortada – combinando com o top que não cobria nada.

 

Gosto da saudade das inúmeras danças sincronizadas nas matinês da vida, do ouvido surdo no outro dia causado pelo show de rock, das roupas trocadas com as amigas, da calça da Khelf que – de todas nós – era no Zé que ela ficava melhor, das muitas subidas na Mourato Coelho, da insuperável Marguerita do Barbahala.

 

Gosto da saudade do vento gelado que bate no rosto nas noites frias de Campos do Jordão, do cachecol apertando o pescoço e da sensação de dor ao respirar o ar frio. Gosto da saudade do som dos lugares que eu conheci – ou do silêncio deles. 

 

Gosto da saudade do gosto do café mal feito, improvisado numa xícara de chá, do quarto ainda bagunçado, gosto da delícia que é ouvir o barulho da gargalhada dos amigos. Gosto da saudade da desordem das várias conversas literárias nos botecos da vida, das discussões calorosas sobre a relevância de um Big Brother na cultura de massa.

 

Mas, acima de tudo, gosto da saudade presente - essa do dia a dia - de abrir um e-mail e ler “que saudade de você, galinha”. De te encontrar na rua estacionando o carro, te abraçar e dizer: “nossa, que saudade”.  Ou de atender o telefone e, antes do alô, ouvir você berrar: “Meeeeeu, sabia que eu tô com saudade”?

 

Gosto do gosto gostoso do abraço agarrado que eu dei – e recebi – em você depois de anos sem te ver. Nessas horas, percebo que a saudade a gente cura assim: com um simples e demorado abraço.

 

Beijos, Adri

 

Música - James Blunt - Wisemen



Escrito por Drikaninha às 00:19
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É tudo novo de novo

 

É inevitável. Não sei como isso começou, vai ver é coisa de grego, eles inventaram – quase – tudo mesmo. Só sei que hoje, especificamente hoje – no último dia do ano – a gente resolve lembrar tudo o que fez durante o ano todo. Vai ver por isso tanta gente corre na São Silvestre, para se livrar dos pensamentos.

 

E sem querer você se imagina em frente ao muro das lamentações, balbuciando frases que nem você entende. Sem contar que num piscar de olhos, lá vem ela, a ressaca moral...

 

Então você promete uma infinidade de promessas prometidas, jura que promete, promete que jura que vai começar aquele curso de inglês, que vai mesmo fazer dieta e se acabar na academia, que vai deixar de ser idiota, que vai dar o seu grito de liberdade, que vai fazer aquele exame, ir ao médico mais vezes, vai falar mais com os amigos, perdoar os inimigos, planeja de novo todo o caminho de Santiago, vai ler muitos livros, pagar as dívidas em dia, que vai contribuir com o meio ambiente, que esse ano você compra seu carro, que vai dar uma chance praquele cara – afinal de contas ele é tão legal – e que não vai olhar mais aquele outro – ai, mas ele é tão gostoso...

 

Depois de uma lista imensa de afazeres você, inconscientemente, sela o cântico das lamúrias evocando o nome de todos os santos que você já ouviu na vida. E eu te dou, então, duas boas notícias:

 

1° Você tem um ano inteiro pela frente para fazer tudo novo de novo.

2º 2008 é um ano bissexto. Portanto, você tem um dia a mais do ano pela frente para fazer tudo novo de novo.

 

Mas, corra Lola, corra. Mesmo com um dia a mais, o ano vai passar assim, ó.

 

A gente se vê em 2008!

 

Tim Maia – O caminho do bem

 

Beijos, Adri



Escrito por Drikaninha às 19:26
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Mens sana in corpore sano

 

Hoje joguei tanta coisa fora,

Vi o meu passado passar por mim

Cartas e fotografias gente que foi embora

A casa fica bem melhor assim...

 

Comecei a faxina do ano ontem. Adoro fazer isso, nasci com o programa 5S na derme. Idiossincrasias... Tenho mania de organização, para o desespero das pessoas que moram comigo porque, algumas vezes, jogo fora até o necessário.

 

Para mim é a lei da compensação. Entram duas calças novas, sai uma velha. Se bem que, pensar em dar aquela calça jeans deu uma dor no coração. Ela tinha uma história, como todas as outras peças, blusas, sapatos e bolsas. Mas depois, com tudo bem organizado, fica tão lindo – e a lembrança fica na memória. E não acumula pó...

 

Tem gente que tem uma mania besta de guardar tudo, Deus me livre! Você abre o guarda-roupa cai até o cartão do dia das mães feito no Pré I – Turma do Balão Mágico. Mas, quem sou eu para falar da mania do outro, né? Uma pessoa que tem mania de organização não pode julgar a mania do alheio. Ainda bem que língua não tem osso, como diz minha mãe.

 

Hoje acordei com uma música tão velha na cabeça, não sei nem de que ano ela é. Só lembro que eu ouvia quando eu era criança. Canta aí, se for capaz:

 

Rua Ramalhete - Tavito

 

Sem querer fui me lembrar

De uma rua e seus ramalhetes,

O amor anotado em bilhetes,

Daquelas tardes.


No muro do Sacré-Coeur,

De uniforme e olhar de rapina,

Nossos bailes no clube da esquina,

Quanta saudade!


Muito prazer, vamos dançar

Que eu vou falar no seu ouvido

Coisas que vão fazer você tremer dentro do vestido,

Vamos deixar tudo rolar;

E o som dos Beatles na vitrola.


Será que algum dia eles vêm aí

Cantar as canções que a gente quer ouvir?

 

E um feliz natal para todos!

 

Beijos - com gosto de panetonne - Adri



Escrito por Drikaninha às 12:30
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Alô criançada, o Bozo chegou.

 

Não lembro exatamente em que ano isso aconteceu. Eu devia ter uns 09 anos, vai. Chutando alto. Mas lembro da expectativa, dos preparativos, da empolgação e das cenas mais bizarras da nossa ida ao programa do Bozo.

 

Como qualquer criança que se preze – em termos de mulher, é claro - o importante era saber com que roupa ir ao programa, até porque, a gente ia aparecer na TV e ninguém podia fazer feio numa hora dessas. Não lembro do meu figurino, mas o da Danni era inesquecível: uma blusa azul, um shorts laranja e um tamanco de madeira que dava vontade de bater com ele na cabeça dela, de tão barulhento que o treco era. E a bicha era seca, magrela e tinha – tem até hoje – uma risada extremamente alta.

 

Aliás, um dia antes do tão esperado evento, a Hilda – senhora mãe da Danni – estava com uma barriga imensa de nove meses, prestes a parir o Danni. De tudo isso, duas coisas que a minha mãe lembra e ri até hoje: a Danni chorando na janela porque a Hilda ia para a maternidade e não poderia ajudá-la com os preparativos e de uma criança do prédio - que é melhor não citar o nome - comentando que tinha até tomado banho e cortado as unhas para ver o palhaço. Fato inédito, daí...

 

E eis que chega o dia. Dormimos mal a noite toda, acordamos cedo, colocamos uma roupa legal e lá vamos nós, todos juntos cantando “Motorista, motorista, olha a pista, não é de borracha...”. O Studio do SBT era na Vila Guilherme. Da escola até lá, o trajeto era de no máximo 30 minutos. Para nós, parecia uma longa viagem ao mundo encantado da fantasia.

 

Eu só queria uma coisa: ver o Bozo! Pouco me importava quem ia jogar a batalha naval ou se o cavalo malhado venceria a corrida. Sem contar que o calor no Studio era infernal. Durante todo o tempo que ficamos lá só ganhamos água e um danoninho. Programa de auditório é um porre. É um tal de corta, volta, grava, apaga a luz, fulano não veio etc, etc. Até que uma hora eu escuto: Atenção, o Bozo terminou de se arrumar e já vai entrar. Nego, eu nem esperei a dita terminar as orientações, saí do meu lugar e fui correndo pro corredor de acesso.

 

Lá vem a criatura, com uma roupa surreal, um sapato gigante, um nariz de bola, aquele cabelo vermelho gritante, cercado de crianças berrando, umas querendo descobrir o que tinha embaixo da roupa dele. Porque para nós, claro, ele não era um homem. Era o Bozo. Meu primeiro pensamento foi: Meu Deus, a cabeça dele é muito maior do que eu imaginava. Eu nunca tinha visto uma coisa tão medonha na minha frente.

 

Foi um misto de alegria com indignação, parecia que eu estava vendo um ser inanimado. Tomei bronca porque saí do meu lugar e voltei a ficar ao lado da Danni, que aos berros, chacoalhando o cabelo e batendo muito o tamanco de madeira no chão, expressava toda a sua vontade de participar de alguma brincadeira. No fim, quem ganhou a Caloi Ceci com cestinha branca foi a Lilian, porque ela era a menina mais linda do prédio, só pode ser. Depois de um período longo, com muitos berros, uma fome tamanha, uma vontade imensa de fazer xixi e sem poder ao menos dar uma bitoca no nariz do Bozo, fui para casa.

 

Com o passar dos anos é que eu descobri que a Vovó Mafalda era homem – e pai da outra doida lá – que o Bozo, na verdade, era representado por três atores e um deles beeeeeem chapado, diga-se de passagem. Hoje, infelizmente, não existe programa infantil bacana e eu aposto que todos com um pouco de juízo e mais de 25 anos, sabe cantar a música de abertura. E, para não perder o encanto, de vez em quando eu ainda respondo quando alguém pergunta: Que horas são? Cinco e sessenta...

 

Beijos, Adri

Música – Portishead – Fun for me



Escrito por Drikaninha às 16:01
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Dom

 

Qual o seu dom? Vamos pensar nas aptidões, aquilo que você nasceu sabendo fazer. Tenho certeza que você tem um dom especial. Eu, por exemplo, não sei ao certo se tenho um dom, digamos, palpável.  Melhor relacionar o que eu não sei fazer, a lista é grande.

 

Eu não sei bordar, pintar, tricotar, passar roupa – se é que alguém tem dom pra isso – andar de bicicleta, fazer conta de cabeça, ler cartas – é, de tarô – cozinhar, assoviar bem forte com os dois dedos indicadores – muito menos com os outros dedos – escolher plantas, fazer feira, costurar, montar um origami, entender a lógica do sudoko, fazer belos laços de fita e outras coisas que, além de dom, requer um certo traquejo e gotas de coordenação motora na veia.

 

Mas eu sei que eu tenho o dom de sentir, perceber no som do vento a consciência do estado - ou disposição – de espírito de uma pessoa querida. Tenho um amigo que diz que eu tenho o dom de apaziguar, de fazer o “meio de campo”, carinhosamente falando, de ser a própria Relações Públicas das almas aflitas. Outra diz que eu tenho aptidão para colocar ordem no caos – ou dependendo da sensibilidade da alma, colocar caos na ordem. Soube disso quando ela me disse: me ajuda, só você tem o dom para entender o que eu estou sentindo e me indicar o caminho certo. Bobagem? Não, querido. Isso é para poucos.

 

Tenho o dom da percepção, de falar em público sem o menor pudor, de fazer rir, de sobreviver e renascer sempre. Tenho o dom de ser resiliente, de escrever pura e francamente sobre os meus sentimentos, de transformar uma folha em branco em um conteúdo legível, fácil e gostoso de ler. Se você leu até aqui, sabe do que eu estou falando. É o meu dom, não abro mão. Um dia vou viver só disso...

 

Tenho pensado muito nessa opção.

 

Beijos, Adri

Música - Alex Gaudino - Destination Calabria



Escrito por Drikaninha às 15:52
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Como agitar sua tarde de sábado

 

Acorde tarde. Perceba que não há ninguém em casa.

Na geladeira, um bilhete com instruções de sobrevivência, caso você sinta fome.

Ligue para a amiga e descubra que o passeio que você tinha planejado já era.

De repente, chuva. Olhe para o sofá que grita o seu nome e... se joga.

O controle remoto é seu, só seu. Circule por todos os canais, diversas vezes.

Olhe para a sua cachorrinha, faça cara de maldade e pense em voz alta:

- Você precisa de um perfuminho!

A coitada já imaginando sua intenção diabólica corre por todo o apartamento.

Detalhe: ela odeia perfume. Corra atrás dela.

Pegue o frasco e espirre o produto no corpo da bichinha.

Correndo pelo apartamento, claro.

Depois de rir muito com o desespero da cachorra que se torce, retorce pelo apartamento, descubra que você espirrou no seu animal de estimação, um desodorizador de ambiente.

Coloque as duas mãos na cabeça e grite:

- Ai caralho, fudeu. Matei a coitada. Lá vou eu fazer o enterro em latim!

Corra atrás dela pelo apartamento. De novo.

Ela, desesperada, foge morrendo de medo de você.

Arranque sua roupa, fique só de calcinha, agarre a pessoinha, ligue o chuveiro e divida o Box do banheiro com ela. Sexy isso.

Converse com ela durante o processo do banho, ela não tem culpa da sua insanidade.

Desligue o chuveiro. Espere ela acabar com o seu banheiro.

Seque com a toalha. A dela, por favor. Ligue o secador.

Sinta no peito a dor da culpa.

E aí sim, passe o perfuminho específico para ela por todo seu lindo corpo.

Se jogue no sofá de novo, ligue a TV, olhe para a cara de piedade dela e ria muito da situação.

De recompensa, dê comida para ela e faça sua irmã passear com a belezura na rua.

 

Beijos, Adri

 

Música - Zeca Baleiro - A vida é doce



Escrito por Drikaninha às 15:47
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No princípio era o verbo...

 

Todo mundo sabe que Deus criou o mundo em seis dias e, no sétimo, cansado da labuta, ele descansou. Quer dizer, isso é o que nós lemos em Gênesis, eu prefiro atribuir tudo isso à lenda que envolve o mito. No dia que ele me chamar para eu me explicar sobre o meu livro da vida, ele vai ter que me esclarecer direitinho essa história de seis dias. Ah vai.

 

Mas, o que eu quero concluir com isso é que, como foi ele que criou o mundo, os bichos, os países, estrelas, planetas e por aí vai, obviamente ele fez tudo isso ao seu bel prazer. Você acha que ele é bobo? Contudo, todavia, porém, para a disputa ficar mais engraçada, tinha que ter o raio do capeta pra discordar com ele em algumas coisinhas e inventar coisas bem macabras. Quer ver?

 

Indubitavelmente, Deus é Brasileiro. Nasceu em Bonito, adora o calor, passa as férias em Búzios e torce para o São Paulo. Deus é chique, bem. O capeta por sua vez, só pode ser Corinthiano, fundou a primeira favela no morro, adora Ocian e fez de uma vez só todas as siglas e partidos políticos do nosso Brasil varonil. Porque o Maluf, minha gente, só pode ser coisa do demo.

 

Pode até ser que o blues tenha sido inventado pelo capeta, sabe-se que a música era conhecida como “a música do diabo”. Porém, um dia, sem nada para fazer e a fim de ouvir uma linda voz, Deus criou a Nina Simone. O filho da puta do demo ficou com tanta raiva que fez a coitada sofrer muito, só porque ela era negra. Porque o racismo, minha gente, só pode ser coisa do demo.

 

Se a gente for pensar em música, a lista é grande, viu? Deus cria uma coisa boa, o cão vem e cria em seguida uma matéria-prima absurda. Você acha que pagode é coisa de quem? Deus ficou tão irritado quando o Los Hermanos incendiou o mundo com “Ana Júlia”, que só para mostrar sua maioridade, fez os cabras criarem “O Vento, O Vencedor e Cara Estranho”. Ele se sentiu honrado. Mas, tenho que admitir, quando é para se vingar, o capeta não perdoa. A última dele contra Deus foi a criação da banda Calypso. Porque “demorô, demorô, isso é calypso”, minha gente, só pode ser coisa do demo.

 

Li em algum lugar, que quando o Chico Buarque nasceu, o capeta era só fogo pelas ventas. Quando Chico terminou a música “Construção”, o capeta ficou uma semana sem falar com Deus. Nem apareceu no campinho pra bater uma bola. Porque Chico Buarque minha gente, só pode ser coisa do divino! 

 

Os dois brigam o dia todo. Deus inventa o chocolate, o capeta manda as espinhas na cara do povo. Um dia, com muita sede, Deus criou a coca-cola e jogou a fórmula fora e PÁÁÁÁ... O capeta lançou a celulite. Porque a celulite, minha gente, só pode ser coisa daquele moleque mal criado.

 

Outro item que gera grandes pegas? Moda! O capeta cutuca Deus porque sabe que ele é brasileiro, pode ver a quantidade de biquínis minúsculos na praia e – agora a granel – sendo exportado. Dessa parte eu não reclamo muito não, viu. Deus criou a seda, o capeta com certeza criou o plush. Quem, minha gente, fica bonito dentro de qualquer coisa confeccionada em plush? Esses tempos aí ele andou bem mal humorado e criou várias peças femininas em balonê. Nem a Nina Lemos ficou bem com aquilo. Por favor. Um item que Deus mandou bem em vários moldes é a calça jeans. Ô coisa boa de vestir, meu Deus. Eu gosto tanto do tecido que tenho até uma bota, um mule e uma bolsa jeans.

 

O que o demo fez? Inventou a calça jeans com cintura alta, muito alta. Vi uma essas dias que o último botão era embaixo dos peitos. Ah mano... pára! Porque calça jeans com cintura alta, nem a Fernanda Lima, minha gente.

 

Música - Paolo Vallesi - La Forza della vita



Escrito por Drikaninha às 14:25
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Brasileiro é apaixonado por carro.

 

E o menino do peugeóte não é diferente. Acredito que o carro dele seja a extensão da sua casa, parte da sua vida, um pouco do seu canto. Embora com certo desapego, entende? A pessoa até esses dias nem sabia calibrar os pneus...

 

O primeiro carro que ele comprou foi um Kadett, preto, bacana até. Amém, seu Zito! Só não sei até hoje como foi que ele conseguiu vender. Ele tinha uma buzina ridícula que, se eu não me engano, assoviava ou “falava” alguma coisa bem máscula-tipo-pedreiro. Um dia, voltando da facul, ele me deu uma carona – da esquina até em casa. Tempo suficiente para eu me sentir dentro da 25 de Março, tamanha era a variação de produtos dentro do carro. Ali eu entendi que vários corpos podem sim ocupar o mesmo espaço. Sem contar que a porta do passageiro não abria por dentro. Muito chique. O menino do peugeóte abriu a porta pra mim.

 

Depois veio o Palio Weekend. Uma barca. Ai, que delícia. Por ser muito maior, a quantidade de coisas perdidas no carro dobrou. Eita que eu beijei tanto naquele carro... Reza a lenda – ou melhor, essa parte é verdade – que quando o menino do peugeóte vendeu o Palio, caixas e caixas de objetos pessoais dele, da Juliana, da Vanessa, do sobrinho, do Foca e dos cachorros, foram retirados do carro. Eu me lembro de ter visto, pelo menos, cinco tipos diferentes de HAVAIANAS. Fora os tênis. AH, sem contar as batidas lindas realizadas pela Dona Warééélia. Ou foi uma só?

 

Aí sim veio o peugeóte. Coisa fofa, gente. Tão sujo!!! O que esperar de uma pessoa que faz xixi no banco quando, no aperto do engarrafamento, não tem para onde fugir? Voltamos uma vez de Extrema na febre do rato de tanta vontade de fumar, porque era impossível achar o isqueiro que ele jurava que estava em algum lugar do carro. De vez em quando ele troca o carro com a Wal, por causa do rodízio, o que causa algumas situações constrangedoras para a senhora...

 

Mas eu sinto uma saudade medonha da carona do menino do peugeóte, sabia? Tão feliz. Mas eu não consigo mais acordar no horário, merda. Sem contar que eu acho de um absurdo com a minha pessoa, todo mundo já ter dirigido o peugeóte – até a Luciana Bocão se duvidar – a Wal já bateu o brinquedo duas vezes e eu ainda nem liguei o bichinho. Que uó!

 

Beijos, Adri

 

Música - Vanguart - Semáforo



Escrito por Drikaninha às 15:43
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Mulher solteira procura...

 

...Garota para dividir apto ou qualquer outro buraco para a gente chamar de lar.  Como eu sou mal humorada, chata, com vários vícios e amante da comunicação, tenho que, pelo menos, colocar uma exigência forte: a pessoa tem que ser parecida comigo.

 

Pronto! Achei. Vou morar com a Maria do Bairro. Nossa casinha vai ser assim – segundo ela -:

 

1 quarto e 1 banheiro pra cada (nem ligo de não ficar com a suíte) pois assim quando acordássemos, uma nem precisaria ver a cara da outra.

 

O outro quarto seria pra gente guardar nossos livros, filmes, discos e as "coisinhas" da comunicação QUE AMAMOS!

 

A cozinha teria que ser o templo da casa, já que pra destrinchar um frango de madrugada, somente num santuário...

 

A sala, foda-se, eu não gosto de fazer sala pra ninguém mesmo, só serviria pra acomodar as visitas que fossem nos visitar "sem fins ilícitos"

 

A sala de jantar ficaria arrumadinha sempre, pois, só serviria pra gente impressionar um bofe. Mas, isso aconteceria somente uma vez, pois, perdemos um homem em menos de 10 dias, mesmo!


Vagas na garagem? Poupe-me! Se não economizam nem o visa vale, como vão conseguir comprar um carro?

 

Já a lavanderia teria que ser bem ajeitada, com uma máquina de lavar, secar, passar, dobrar, guardar e se marcar até vestir, pois odeio serviços domésticos!

 

É isso, vou pensando mais um pouquinho na nossa casinha nova.

 

Viu? A pessoa é quase perfeita, minha gente! Pro pacote ser completo, ela podia ter nascido HOMI e com aquilo bem roxo. Raios!

 

Beijos, Adri

 

Música - Roberta Sá - Eu Sambo Mesmo



Escrito por Drikaninha às 15:48
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Meu filho não vai se chamar YOUTUBE.

 

Queridos - futuros, aspirantes e promissores – pais. Depois de ler esse absurdo - Um menino mexicano foi registrado com o nome de Yahoo, segundo os pais da criança, eles escolheram este nome para o filho como uma homenagem ao site de busca que possibilitou que eles se conhecessem – dedico este desabafo a vocês. 

 

O que passa na cabeça desses dois seres humanos, mexicanos, mamíferos e – acredito eu - bípedes? Vento, né? E se o site de relacionamento fosse o Par perfeito, Par ideal, Meu desejo e tantos outros nomes BO NI TOS. Olha que bacana a mãe gritando: YAHOOOOOO, VEM TOMAR BANHO!!

 

Minha nossa senhora do Heavy Metal, viu? Depois o bichinho cresce e bate nos pais e a sociedade ainda culpa a criatura. E esse é só um caso isolado. Pára e pensa comigo: é muita, mas, muita responsabilidade a escolha do nome do seu futuro EINSTEIN.

 

Ontem, por exemplo, tinha um menino num quadro lá do Fantástico, que atende pela alcunha de Gandhi. Lindo. De verdade. Mas, vamos combinar? Você acha mesmo que os amigos dele na escolinha tem noção de quem foi, é e sempre será o Gandhi, minha gente? Ainda bem que a mãe não escolheu o primeiro nome – Mahatma!

 

Nome que é comum apenas no país de origem também é estranho. No meu prédio tinha um menino com nome Hindu, o Garriv (fala-se Jarrive). Todo mundo chamava o coitado de Garrafa... Mas, como eu sempre mostro o outro lado da moeda e não engano você, meu caro leitor, minha amiga fiel e irmã camarada, chama-se Saluha (fala-se Saluá) típico nome árabe. E não é que a danada tem cara de Saluha? E adora o nome próprio de sua pessoa.

 

E as mães que batizam o pequeno, mas, chamam o novilho pelo nome errado? Tem uma lá no prédio que chama a criança de Juão Vitu. É uma lasquera mesmo. Sem contar os absurdos: nomes inventados, começo do nome do pai com o final do nome da mãe – o inverso também é valido – a quantidade de y, n, w, dois eles, três tês e por aí vai. São tantas consoantes que parece nome russo.

 

Para saber, não que isso mude alguma coisa na sua vida, em casa a coisa aconteceu mais ou menos assim (o resto e lenda):

 

Andréia – a filha mais velha seria hoje a Elaine, mas, sei lá porque cargas d’água, ficou Andréia. Na escolinha, a professora fez a irmã escrever o nome dela numa página: ANDRÉA, ANDRÉA, ANDRÉA. Meu papis, e pai dela, tirou uma cópia da certidão de nascimento e grifou bem o I de Andréiiiiiia, professora.

 

Adriana – eu, esse ser iluminado, seria hoje a Maria Claudia – Estranho, né? Fui salva pela Yoná Magalhães, que fazia uma novela e tinha esse nome lindo de morrer. Escolha da Tia Vilma. UFA!

 

Claudia – seria hoje a Graziela – nada contra, por supuesto, mas a minha avó Maria, falou para a minha mãe, que na escolinha as crianças iriam chamá-la de Groselha! Aí nasceu a Claudia. Deve ter sido da idéia do Maria Claudia, vai saber.

 

De boa, pais e mães, vamos colocar a mão na consciência, por favor. Na dúvida ou é Maria ou é João.

 

Beijos, Adriana – Adri, Dri, ÁÁÁÁÁdri ! Amo meu nome.

 

Música - Suzanne Vega – My name is Luka.



Escrito por Drikaninha às 15:31
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Eu tenho estrutura pra isso.

 

É pura energia. Física. A força do músculo. O suor escorrendo na testa, aquela gota que desce pelas costas e pára no cóccix. O movimento das pernas, a batida do pé, a respiração ofegante, o ritmo, o ritmo, o ritmo...

 

Quando estou correndo eu não vejo, não sinto, não ouço... Apenas corro. No games! O momento é só meu e do tapetão preto nos meus pés. Fixo o olhar em um ponto, imagino que todos os problemas estão saindo das minhas costas e vou à luta.

 

Depois, levanta peso, guarda peso, reveza na máquina, três séries, o joelho – às vezes – reclama, reparo nos esforços, nas caras masculinas, muitas vezes é inevitável um olhar mais apurado... A libido está no ar. E dá-lhe negada bonita suando a camisa, viu?

 

Em alguns dias é a água. Um dia quente, no outro dia morna. Em outros, quase não consigo sair dela de tão exausta.  O maiô que modela o corpo, a touca que aperta o cérebro, o cheiro e o gosto do cloro na boca, os braços em harmonia com as pernas, quase um balé. Nado sincronizado. Vai crow e volta peito, vai costas e volta crow.

 

Sempre adorei academia e estou adorando a minha fase “fitness”. Troquei a bolsa pela mochila, o salto alto – em alguns dias – pela sola no chão, o ócio pelo esforço compensado, o lanche pela comida saudável, a presença no bar com os amigos pela roupa com lycra na sala com aparelhos.  

 

E tudo começou há dois meses, quando eu peguei meu teste ergométrico e vi a seguinte descrição - Indivíduo: Sedentário. Minha gente que isso mexeu com os meus brios. Como assim? E cá estou eu, feliz da vida em busca da batida – ou da barriga – perfeita.  

 

Mas, com parcimônia!

 

Beijos, Adri

 

Música – Seu Jorge – Carolina



Escrito por Drikaninha às 14:49
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Salve! Salve!

 

Não, eu não sei. Não consigo decorar a letra. Confesso. Troco a estrofe da primeira parte, misturo com a segunda, inverto tudo. Independente disso, acho lindo nosso hino, mesmo sabendo que “ouviram do Ipiranga as margens plácidas” pode não ter mesmo acontecido. Vai ver o povo nem era tão heróico e o brado não foi assim - “nossa! que retumbante!”

 

Na Maria Antonietta – quem era de lá vai lembrar – a Dona Marta – uma diretora de quase 2 metros, meio vesga, meio macho e bem autoritária – obrigava a gente a cantar o hino no pátio da escola todo dia antes da aula. E o que a gente fazia? Piada, claro. Um dia, de tão irritada com a bagunça, ela fez a gente cantar o hino várias vezes. Foi pior.

 

Tudo que a gente faz obrigado, coagido ou forçado, dá nisso. Por isso, acho péssimo quando toca o hino nacional antes das partidas de futebol no campeonato brasileiro, paulista, carioca, mineiro e por aí vai. Ninguém canta. Ninguém respeita. Ninguém tá nem aí. Isso quando o ninguém não tá com a boca cheia de cachorro quente, que ele engole virando na boca a cerveja barata. Aja espírito – de porco - patriota.

 

Em contrapartida – sem trocadilho, por favor – esses dias mostraram a brasileirada lá nas terras estrangeiras assistindo o amistoso futebolístico mirrado da seleção brasileira. E, o que tocou antes do jogo? Isso, o hino nacional.

 

Minini, e não é que foi uma coisa bonita de se ver, o povo cantando com emoção a canção da terra natal? Eita que deve dar uma saudade danada no peito, né? Cada flash da grobo era um cidadão chorando, emocionado, com a mão no peito, um cartaz mandando beijo para a família, uma bandana verde e amarela na cabeça e na parte do “ó pátria amada, idolatrada, salve- salve” o estádio vibrava. Eu até cantei umas partes junto. Feliz.

 

A letra não é fácil, meio rebuscada, neguinho não entende o que é a liberdade em raios fúlgidos, quiçá vívido. E quem explica porque a terra é mais garrida? Sempre tem um que acha graça do impávido colosso, há até os que apelam para a conotação sexual. Tsc tsc tsc.... É a cara do povo brasileiro.

 

Mas, para mim, mesmo não decorando a letra, misturando as estrofes, perdendo um pouco o ritmo no meio da canção, a parte mais linda do hino e a que eu canto mais alto é: Verás que um filho teu não foge à luta. Juro que eu sinto orgulho, não me peça para explicar.  

 

E pode aplaudir depois de cantar, viu? Se até nosso presidente quebra vários protocolos, porque não você?

 

Bj, Adri

 

Música - Chingon - Malaguena Salerosa



Escrito por Drikaninha às 15:34
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Insuportável

 

Outubro de 2001. Lembro daquele dia. Eu não estava com a menor vontade de ser agradável, estava num lugar estranho, fora do meu habitat natural e tudo me parecia forçado demais. Mas no meu paraíso tudo estava perfeito, Adão e Eva reinavam soberanos. Vida plena, satisfação absoluta, minha matéria preferida era Semiótica e eu não perdia uma aula da louca da Deise.

 

Uma reunião inesperada para apresentar sabe lá o que, não sei aonde, com sei lá quem... Eu não ligava a mínima. Lá vou eu arrastando a bola no pé e pensando “o que eu tô fazendo aqui?”.  A resposta veio com uma pele branca, uma cara lasciva, um cabelo claro e penteado da modinha, um par de olhos tão grande, tão verde azul cinza, tão intenso que – por um instante – acreditei que só você estava ali na sala. Nossa! Lembrando bem – e agora que o pecado parece não morar ao lado – eu nunca tinha percebido os detalhes daquele momento como percebo agora.

 

Não foi só um olhar, mas, para mim, não seria nada, além disso. Isso era o que uma parte de mim achava. A outra fugia, não podia nem pensar na possibilidade, achava que era uma loucura, um absurdo. Mas você era terrível, incoerente, cativante e eu te odiava por isso. E você gostava de música – das minhas músicas – e falava meu idioma e gostava de Comunicação e gostava de fotos e andava cantando e escrevia bem e me ligava para falar boa noite e era incuravelmente mulherengo. Insuportável. Ainda lembro da sua pose fumando, com um pé encostado na parede, usando uma calça clara, com o sol batendo no seu rosto e você fechando o olho por causa da claridade. Como você me irritava, insuportável!

 

A gente tinha nossos signos – a nossa semiótica. Nossa hora do café, nossas inúmeras viagens de elevador e um – único e roubado – beijo. Foi roubado sim. Até porque, tudo era perfeito demais no meu paraíso. E você, tudo o que estava fora do Éden. Logo, impossível. Inadmissível. Insuportável!

 

E, depois de várias luas, o mundo girou. Você mudou, eu mudei. Nós nos transformamos. De alguma forma sempre nos encontramos, você aparece quando eu penso em você. E traz de volta tudo o que já estava lá, esquecido. Meu passado - e um pouco de arrependimento - tem nome, sobrenome e apelido. Insuportavelmente, no meio da conversa você me manda isso:

 

Tem horas que eu começo a lembrar de lugares que conheci, coisas que fiz e, agora conversando com você, me bate um sentimento muito forte de saudades de ter vivido coisas que não vivi. Chamo de saudades porque é uma dorzinha lá no fundo... Dor sem remédio... Mas o engraçado é que não me parece claro que isso se reverteria, ou que essa dor poderia sumir se hoje pudéssemos retomar isso... O que caracteriza isso, aliás, é exatamente a indissolubilidade desse sentimento. Por não fazer mais parte do tempo presente. Uma página que não foi fechada, mas não foi escrita e é na barriga que dói Eu amo você! E amarei sempre.

 

O fim dessa história? Quem sabe... Talvez seja só uma lenda. Urbana. Nessas horas, lembro daquele dia e penso: Insuportável.

 

Beijos, Adri

 

Música – Fernanda Abreu – Você pra mim

 



Escrito por Drikaninha às 16:14
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Doce como mel. Forte como fel.

 

O espírito de vingança nunca norteou minha alma. Não essa declarada, planejada, milimetricamente executada, não... De verdade. Não tenho jogo de cintura, paciência, nem vocação para jogos mortais.

 

Acredito na lei da vida, na lei do universo e, para mim, o inferno é aqui mesmo. Manja aquele slogan: O mundo gira e a Lusitana roda? Ah, tem também aquele outro: O mundo gira, filho da puta. Pois bem. É o que acontece com todo mundo nessa imensa roda da fortuna que chamamos de destino.

 

Demora, mas, não tarda. Muito menos falha. A vida, meu caro, sempre se encarrega de lhe apresentar o outro lado da moeda, de fazer por nós – meros atores coadjuvantes deste imenso tablado – o olho por olho, dente por dente.

 

Por isso, não se esforce. Não queira mal. Não acumule em você a carga negativa da vingança. Caiu? Bateu? Machucou? Ótimo, a gente só aprende quando dói mesmo. Assopre a ferida, chore bastante, soque o travesseiro, desabafe com o amigo, a mãe, o terapeuta, o cachorro, no banco do metrô praquela alma desconhecida e lance as palavras ao vento. Pense apenas que tudo está escrito no livro da vida que cada um de nós temos.

 

Depois, senta e espera. Assista de camarote. Porque quando muda a lua e a vida se encarrega de dar o troco, não há sensação mais agradável que o doce sabor da vingança. Sim, a vingança só tem graça se, para você, ela for doce. Se for amargo é ódio e isso nunca é bom.

 

Que?? Se eu daria a outra face? Não, não... Não faço a linha... Mas, aos poucos aprendi: não há nada melhor que um dia após o outro – com uma noite no meio. A vida, meu caro, é mesmo uma peça de teatro. E para você eu peço BIS!

 

Beijos, Adri

 

Música - Gal Costa - Vaca Profana



Escrito por Drikaninha às 14:42
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Venha para o mundo de Marlboro!

 

Não deveria ser assim, mas você se conformou com esse cenário.

Se contentou com o pouco, com o resto, com o indiferente.  

E mudou de personalidade. Mutilou-se. Amiúde...  

Eu sei que, às vezes, a gente vive no limite da honra. Limite da razão.

Finge que não vê, que não ouve, se faz de muda.

E muitas vezes é tão óbvio.

Mas você empurra com a barriga, joga a sujeira pra debaixo do tapete, ri pra não chorar.

Prefere essa vida insípida, inodora, incolor.

E será que vale a pena? Hein? Te pergunto.

Pensa bem. Você é mesmo feliz assim?

Não posso acreditar que sim.

Pode demorar, mas eu sei que vai chegar o dia que você vai gritar:

- Independência ou Morte!

 

Eu torço pela sua independência. Sempre!

Nem que a gente dê risada para não chorar – juntas.

 

Música: Titãs – Diversão


Às vezes qualquer um faz qualquer coisa por sexo, drogas e diversão
Tudo isso às vezes só aumenta a angústia e a insatisfação

Às vezes qualquer um enche a cabeça de álcool Atrás de distração, mas eu digo:
Nada disso às vezes diminui a dor e a solidão

 

Beijos, Adri



Escrito por Drikaninha às 16:01
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Ô Cride, fala pra mãe...

 

Semana passada, a senhora da comunicação – essa que vos fala – foi incumbida de divulgar para todos, que a SABESP iria realizar uma manutenção em um dos seus sistemas, bloqueando assim, o fornecimento de água na Grande São Paulo. Nem bem a pessoa divulga, lá vem o raio do cancelamento da SABESP, transferindo a data da manutenção para o final de semana do dia dos pais. É um cu pra conferir, viu?

 

A pessoa, minha gente, tem um mailing gigantesco para isso, como toda boa profissional que se preze, oras pa. Mas, o divertido da parada é que sem mais nem menos, chega a seguinte resposta na sua caixa postal:

 

&¨$$%*&#$# escreveu  (o nome é segredo, tá?)

 

PQP, filho, q meleca hein?

Ficaremos sem água na véspera do dia dos pais...

Como farei as coisas?????????????? Não farei !!!!

Obrigada pela notícia, nem tinha ouvido falar nesta manutenção !!!!! Iria me pegar desprevenida.

Seu pai foi buscar a vovó para lanchar conosco hj!!! É louco né?

Se for possível vc traz Coca Cola ??

Beijões, Mãe.

 

Não tenho a menoooooor idéia de quem seja essa mente brilhante.

Mas, adorei o estilo da pessoa. Olha que tudo essa parte:

Como farei as coisas? Não farei.

No melhor estilo: foda-se!

 

Será que ela ficou com raiva do filho porque ele não levou a coca-cola?

 

Beijos, Adri

 

Música: Shaggy - Why Me Lord



Escrito por Drikaninha às 14:34
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Isso passa...

 

Eu, quase nunca – se é que essa expressão é válida – tomo remédio. Seja lá para o que for. Salvo – voltamos ao quase nunca – bezetacil aplicada direto na bunda, em cima da marca antiga do biquíni, para curar de vez a amigdalite. Odeio remédio. Para mim, algumas dores são toleráveis, como cólica, ela dá e passa. Simples assim.

 

Lembro de ter sentido a minha primeira dor de cabeça com uns seis anos, aquilo era novo para mim, eu nem sabia explicar para minha mãe exatamente o que doía. Só lembro que eu chorava. Ela, achando que era cena para eu não ir para escolinha, disse do alto da sua sabedoria: Dorme um pouco que passa. E passou.

 

Teve uma vez que eu estava brincando no quintal da minha avó e, muito afoita para arrumar um bom esconderijo, lasquei a batata da perna no escapamento da moto do meu tio. Doeu. Tanto. Fiz curativo. Sarou.

 

E assim foi, me machuquei diversas outras vezes. Abdiquei de milhares de remédios, ampolas, drágeas, pomadas, etc. Mamis sempre ali: Isso passa.

 

Mas, dor física, é bobagem quando o que dói é a alma. Isso não tem remédio – ou tem? – que cure. Por razões óbvias, as pessoas que mais nos amam são as que mais nos magoam.  E por diversas vezes, senti essa dor que não tem, não tem explicação... Nessas horas eu entendo o significado da palavra abstrato.

 

E, assim como no dia que eu senti minha primeira dor de cabeça, lembro que o melhor lugar do mundo para chorar, é o colo da mãe. E como é bom, lindo e gratificante quando ela diz: Vai passar. Isso passa.

 

Depois, diz que te ama e te beija, como se você fosse o ser mais importante do universo.

 

Beijos, Adri

 

Música –Zélia Duncan - Bom pra você



Escrito por Drikaninha às 16:47
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Plano A – Plano B

 

Você passa a vida inteira planejando. Planeja mais do que dorme, mais do que come, mais do que namora. Planeja viajar nas férias. Faz o roteiro, pensa nas roupas, analisa a previsão do tempo, planeja como vai, com quem, como vai pagar.

 

Planeja sua carreira. O que vai ser quando crescer, em qual faculdade vai estudar, qual pode pagar, como vai estar daqui dez anos, que pós é melhor para sua rápida ascensão. Previdência? Aplicação? Bolsa? CDB/RDB? Carro? Imóvel?

 

Sua vida amorosa então, nem se fala... Se você veio ao mundo com a doce delícia de ser menina, meus parabéns! Seus pais planejam seu casamento desde o dia que escolheram o seu nome. Eles planejam tudo, mas, esquecem de perguntar se você concorda. Porque você planeja um vestido curto, sem véu. Sua mãe quer uma mega calda para pegar carona no cometa.

 

Sem esquecer os planejamentos a curto prazo. Planejamos na segunda-feira o que vamos fazer no domingo. Aí piramos porque, talvez, – pelos seus planejamentos – não dê tempo de fazer tudo.  E sofremos. E nos desgastamos. E o estômago dói porque nada saiu como havíamos planejado. O motivo? São tantos.

 

Alguém não pode ir, o avião caiu, suas férias são canceladas, o trânsito te prendeu, a chuva te encalhou, uma visita inesperada veio roubar o seu café. Assim, tudo sem planejar. E nessas horas você saca o seu plano B. Aquele que você nem pensou em incluir no seu planejamento. Mas deveria. E não é que você até se diverte?

 

Não sou contra planejamentos, ao contrário. Não consigo ficar sem um. Mas, às vezes, percebo que estamos vivendo como se nos orientássemos por uma cartilha e não nos deixamos guiar por um item: a lei da natureza. Aquela que tudo muda.

 

É isso.

 

Hoje o tempo mudou. Tá chovendo, que bom.

Dá pra lavar a alma, além da barra da calça na hora do almoço.

 

Beijos, Adri

 

Música – Almir Guineto – Conselho



Escrito por Drikaninha às 11:17
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Você, para mim, é música para os meus ouvidos.

 

As pessoas da minha vida, são representadas por música e cheiro. Pensando nisso, resolvi fazer uma brincadeira com alguns amigos utilizando o recurso “toque” no celular. Como – ainda – a tecnologia não permite incluir um cheiro, posso, a princípio, escolher um som. Para mim, se as pessoas abaixo fossem uma música, elas seriam:

 

Mãe e Pai: Ira - Flores Em Você

Ju Godoy: The Black Eyed Peas – My Humps

Zé Luiz: Duran Duran – Save a prayer

Cintia Fornazari: Depeche Mode - Strange Love

Salu: U2 - Pride - In The Name Of Love

Crô: Los Hermanos – O vento

Déia: Jungle Boogie – não lembro o nome do grupo

Fred: The Smiths - Bigmouth Strikes Again

Paula Marcela: Shakira - Dónde Estás Corazón

Dudu: Jack Johnson – Upside Down

Ju Cazol: Babado Novo - Insolação no coração (sim, abri uma exceção para esse caso)

Ju Zorzato: Madonna – La isla Bonita

Tobé: Raimundos - Puteiro em João Pessoa

Flávio Nunes: Nelly Furtado - Promiscuous Girl

Mariana Mare: US3 – Cantaloop

Fabiana: Coolio - Gangsta's Paradise

Casa: Colin Hay - Into My Life

Feinando: Orishas – A Lo cubano

Fábio Prado: Echo & The Bunnymen - The Killing Moon

Kaline: Fernanda Abreu - Rio 40 graus

Mariane: Guns n’ Roses - Welcome To The Jungle

 

Ainda falta muuuuuuita gente, preciso incluir várias músicas. Mas, só quando eu comprar um Memory Stick de 2GB.

 

Beijos, Adri 



Escrito por Drikaninha às 20:07
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Na minha vida, o número sete é mesmo marcante. 07 do 07 de 197...6. Ops, dei uma escorregada. Fora a data que para mim é linda – amo fazer aniversário – olha só como o número sete move o mundo – e o besteirol. Lê aí:

 

Sete dias para a criação do mundo. Sete anões da Branca de Neve

Sete são os dias da semana.

Sete são as divindades que comandam a Natureza

As sete notas musicais (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si)

As sete trombetas do apocalipse. As sete pragas do Egito

As sete linhas de orixá da Umbanda. As sete maravilhas do mundo

A carta de Pero Vaz de Caminha tinha sete folhas

Sete rainhas na história foram chamadas de Cleópatra

A Independência do Brasil aconteceu no dia sete

Joana D’Arc, ao ser queimada na fogueira,

exclamou sete vezes o nome de Jesus

O nome do Brasil aparece sete vezes no Hino Nacional

Sete cores são refratadas pelo prisma

As sete cores do arco-íris. Os sete sábios da Grécia

As sete virtudes humanas. Os sete pecados capitais

Os sete livros do antigo testamento. Sete foram as chagas de Cristo

Sete cidades sagradas da Índia.

Sete foram as horas de agonia de Jesus

As sete faces do Dr. Lao. Sete são as rogatórias do Pai Nosso

Sete é o meu dia. Sete é o meu mês.

Parabéns para mim. Sete vezes!

 

Música - Alceu Valença - Trem das Sete



Escrito por Drikaninha às 23:10
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Ninguém nem diz!

 

Sabe... Eu nunca fui encanada com esse papo de “putz, vou fazer 30 anos”.  Quando eu tinha uns 15 e namorava com o Eduardo – nossa, como ele era lindo – eu achava que 30 anos era uma idade inatingível...

 

O pensamento viajava porque, para nós, o mundo iria acabar em 2000. Logo, eu morreria com 23 anos. Se bem que, na verdade mesmo, naquela época a gente só queria saber com qual roupa a gente ia sair no sábado à noite – eita que 16 anos depois e esse pensamento não mudou muito.

 

Agora, prestes a incorporar 31 anos, tem horas que eu páro e penso: Caralho Adri, 31 anos?

 

Mas, aí, sempre tem um alguém que me diz:

 

 - O que? 31? Nunca! Você toma renew, é?

 

E aí a neura passa, simples assim... Que feliz!

 

Beijos, Adri

 

Música – Madonna – Human Nature



Escrito por Drikaninha às 14:58
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Mais previsível, impossível!

 

Algumas coisas que eu aprendi nesses últimos dias. Quer dizer, eu já sabia, mas, resolvi definitivamente acreditar nas situações. Voilá:

 

Sim, inferno astral E-XIS-TE! O meu começou dia 07/06 e não vejo a hora de chegar 07/07 pra gritar: Xô, 30 anos. Bem-vindo 31.

 

Nunca – eu disse NUNCA – faça um e-mail com raiva. O resultado é catastrófico, tsunamico, devastador. Na língua du curinthia: “é merda no ventilador”. Aliás, tente, pelo menos, não fazer nada com raiva.

 

Sempre – eu disse SEMPRE – verifique o nome do cidadão, do caixa d’água, da pessoa, do ser humano que vai receber o seu e-mail. Principalmente se sua premissa for baseada na descrição do tópico acima. Ai, meu cu!

 

Não deixe – de verdade – para amanhã o que você quer fazer ou falar hoje. Amanhã, meu camarada, pode ser tarde de... de... demais.

 

Quando o cabra tá a fim, minha nega, ele te acha no meio do ensaio da escola de samba Unidos do Caralho a Quatro. Quando ele não tá a fim, minha nega, ele vai colocar a culpa no frio mesmo.

 

De forma alguma – nem que você receba muito bem para isso – leve trabalho para casa. Acredite, não vale a pena. E ninguém te valoriza por isso.

 

É batata – como dizia vovó – sua mente capta o que você fala antes de dormir. Se você continuar falando que não quer ir trabalhar amanhã, my darling, você vai mesmo perder a hora todos os dias. Além da carona do menino do peugeóte.

 

Acredite! Seu sexto sentido falou mais alto sobre um assunto, razão ou circunstância? Dê atenção a ele. Muitas vezes é melhor ficar em casa e atender o entregador de pizza de pijama, do que aparecer naquela super, mega  balada.

 

Para finalizar: chegou em casa do siviçu, cansada, doida para tomar um banho gostosinho, mas, deu uma enrolada pra falar com a mamis? De duas, uma: ou vai acabar a água ou vai faltar energia.  

 

E por hoje é só.

 

Beijos, Adri

 

Música - Ira! - Mariana foi pro mar (Do cd novo, eu recomendo)



Escrito por Drikaninha às 21:45
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Comunicólogos, uni-vos!

 

Tá, tô sabendo. A greve foi ontem, mas, o assunto ainda me irrita. Na minha modesta opinião, toda greve é arbitrária, abusiva e imbecil. Mas, já que vários profissionais adotam esta prática, pois bem, convoco todos os comunicólogos para uma greve geral – vamos nos calar.

 

RP’s, jornalistas, radialistas, repórteres, publicitários, assessores de imprensa, revisores de texto – aliás, estes há tempos foram dispensados dos grandes jornais – marketeiros, profissional de pesquisa, mídia, atendimento e os que direta ou indiretamente exercem a profissão em prol (adoro falar prol) do exercício delicioso da comunicação, peço: VAMOS CRUZAR NOSSOS BRAÇOS, OU MELHOR, FECHAR A BOCA!

 

Vamos puxar bem a sardinha para o nosso lado, vai? Imagina um dia sem comunicação? Nada escrito, falado, televisionado, redigido, impresso e por aí vai. Seria uma torre de babel adaptada em plena São Paulo City! Vamos reivindicar nossos direitos! Queremos respeito, porra. Chega de sermos vistos como a galerinha do “oba-oba”. Já percebeu como nos olham quando a gente fala nossa profissão?

 

- Ah tá, você é a da turma que só se diverte, da turma que organiza festa, né?  

 

Pro diabos, meu filho. Quero ver neguinho sentar e desenvolver um texto assim, para ontem. Entender de cabo a rabo a ordem das bandeiras, rebolar quando acontece uma quebra de protocolo, elaborar uma campanha publicitária, um slogan, jingle, spot e definir os itens de uma pesquisa quanti/quali/aberta/fechada? Tá pensando que é fácil, é?  

 

Pois muito que bem. Greve geral, macacada. Vamos parar o sistema e seguir o conselho da Tia Marta: Relaxa e goza!

 

Para saber: com essa inofensiva frase, Tia Marta precisou dos profissionais da comunicação para: dizer a merda, se desculpar pela merda e saber a repercussão da merda.

 

Viu? Podemos dominar o mundo!

 

Beijos, Adri – hoje acordei meio Pink, meio Cérebro...

 

Música - Bjork - It's Oh So Quiet



Escrito por Drikaninha às 15:34
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Pai nosso que estais no céu...

 

Eu não sou muito de orar. Rezar, se você prefere o termo. Antes de dormir, quer dizer, naqueles minutos de briga entre meu corpo e o edredom, que insiste em embolar com o pijama e grudar na meia de coração, eu tento um: “obrigada, meu Deus pelo dia. Cuida do...“ e quando dou por mim, a música insuportável do meu celular minúsculo me apavora dizendo que, sim, tá na hora de ganhar o pão nosso de cada dia.

 

E aí sigo o cerimonial que vocês – que acompanham um pouco os textos – conhecem. Banho rápido, cara feia, roupa pronta, brinco do dia, café, gel no cabelo, cato a bolsa, puxo uma revista e sigo para a carona feliz do menino do peugeóte.

 

Eu sempre questionei muito a doutrina dos homens, sou contra gritos fervorosos em orações, guerras em nome de Deus, dogmas, idolatrias absurdas, crendices. Mas tenho a minha fé e respeito a sua.

 

Mas é ali, sempre ali entre os prédios de Santana, umas 08:30h mais ou menos, quando o metrô sai do escuro e eu vejo os raios do sol, que eu sinto que Ele existe. Sabe-se lá quem é Ele ou como você o chama. Deus? Jeová? Adonai? Alá? Jesus?

 

Não importa. O que eu sei é que nesta hora, independente do que eu esteja fazendo, pensando, lendo... Eu paro, olho paro o alto em direção ao sol – ou para a claridade nos dias mais frios – e falo:

 

Obrigada, Senhor. Por este dia, por ter uma família e amigos, aliás, dá uma forcinha praquele lá. Ah tem também o outro fulano e ó... Se não for pedir muito, cuida desse também. Ah Senhor, sabe aquilo que eu te pedi? Então, dá uma ajudinha, vai? Que custa?

 

De vez em quando ele me dá umas broncas porque eu só peço, como boa piduncha que sou. Acho que nessa hora ele ri, olha para o lado e diz:

 

Perdoa pai. Ela não sabe o que diz...

 

E eu continuo falando sem parar, tenho certeza que esse momento é só meu e dEle. Ele, então, abençoa meu dia e me observa dali, sentado à direita do Pai.

 

Beijos, Adri

 

Música - Tones On Tail – Go! 



Escrito por Drikaninha às 23:12
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Eu vim para confundir, não para explicar!

 

Cansei. Vou ser do contra a partir de hoje. Chega de fazer a coisa certa.

 

Quero dormir com a cara maquiada só para acordar toda borrada de rímel.

 

Não falar bom dia para o porteiro, padeiro, dono da banca de jornal e ser bem mal educada com todos da minha casa, logo cedo, claro.

 

Ignorar as pessoas que me cumprimentam na rua e pedem um minuto da minha atenção.

 

Olhar com cara de deboche para todos aqueles malditos entregadores de panfletos parados na rua igual boneco de posto.

 

Não ter a menor preocupação com a minha saúde, não fazer exames regularmente, nunca tomar remédio pra nada, nem seguir orientações médicas.

 

Olhar a previsão do tempo e, mesmo sabendo que vai chover, usar uma roupa nada apropriada para a ocasião.

 

Pensar nas fraquezas das pessoas e achar a maior graça disso e, em alguns casos, tirar o maior proveito da situação.

 

Além disso... Mas, peraí, eu já faço tudo isso. Merda! Não consigo nem ser do contra.

 

Ta bom, cacete. Amanhã eu cumprimento aquele maldito entregador de panfleto parado na rua igual boneco de posto, que insiste em me oferecer um plano de Saúde SAMCIL!

 

Só pra ser do contra.

 

Beijos, Adri

 

Música - Nelly Furtado - Promiscuous Girl



Escrito por Drikaninha às 15:04
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Garçom, aqui nessa mesa de bar...

 

Adoro conversa de meninas. Hoje foi um dia desses: uma mesa de bar – boteco, claro – três amigas, caipirinha de vódega, um cigarrinho, papo vai, papo vem e... Qual o asssunto preferido? Meninos, sexo e muita risada boua!

 

Sim, queridos amigos. Nós sempre falamos de vocês – e muito! A gente tenta não falar, mas, eu confesso e admito: mesa de bar só com calcinha, a conversa é cruel. A gente compara, ri da cara de vocês, conta as coisas mais absurdas que vocês fazem, falam, gesticulam, esboçam, pensam. Enfim, é uma esbórnia.

 

Nããão... A gente não perdoa, queridos. Contamos os detalhes íntimos, sabe aquele que você odeia? Pois é! Funciona meio como um ato falho de vingança, manja? É uma delícia. E o mais engraçado é que uma olha para a cara de outra e declara:

 

- Nossa! Com você também foi assim?

 

E... HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

 

Não tem preço, minha gente. É de lavar a égua - além da alma.

 

Maaaaaaaas (com voz de Emílio Surita) se o gajo é o atual, o da mira ou o que queremos algo mais, bico calado. Vocês sabem, né? Propaganda demais, nunca. Afinal, o peixe morre pela boca...

 

Adoro minhas amigas. As de mesa de bar então, ainda mais.

 

Só um pouquiiiiiiiiiiiiiinho, que que tem....

 

Beijos, Adri

 

Música - US3 - Cantaloop



Escrito por Drikaninha às 21:00
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Olhos de Thundera

 

Hoje eu estou com medo de mim. Medo. Medo do medo que dá, sabe como é? Me olhei no espelho e me reconheci tão forte que me deu medo. Desviei o olhar. Não sei se o efeito é assim, mas, é como se eu tivesse usado uma droga fudida. Algo se apoderou do meu corpo e alma. Sabe aquela sensação filha da puta de poder? Pois é, que medo!

 

É como se pela primeira vez eu soubesse o que, quando, aonde e como eu quero tudo. E tudo agora. Não tenho tempo a perder. Uma força estranha, uma sensação única e absolutamente boa. Mas... dá medo! Tô com o sexto sentido aguçado demais.

 

O mais intrigante é que nada de especial aconteceu, por isso o medo. Meu cabelo continua igual, curto e arrepiado, o perfume é o mesmo – tá, a lingerie é nova – e, desde cedo, estou ouvindo várias vezes a música Painted On My Heart do Cult... Será isso?

 

Será que foi essa sensação que Peter Parker sentiu quando foi picado por uma aranha? Fantasias a parte, hoje é melhor eu não ficar perto da janela, vai que eu saio voando...

 

Beijos, Adri 

 

Música – Lenine - Medo



Escrito por Drikaninha às 14:21
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Eu amo

 

Meu EU, meu falso controle.
Algodão doce e torta de limão.
Vento gelado no rosto, o inverno, cachecol e bota.
Sitcom, cinema, teatro, livros.
O Planetário, a Pinacoteca o Centro de SP.

Café, Pina Colada, Coca-Cola Light Lemon.
Mexer no cabelo. Calça jeans.
Meus amigos e a minha família.
Gente e barulho de chuva.
Ficar horas ouvindo música, às vezes a mesma...
Dar risada, espirrar e chorar de alegria.
Correr na esteira, alongamento, natação.
Meu cabelo curto, escuro, desalinhado.
Comprar sapatos e revistas (muitas).
Dormir muito e acordar tarde.
Comemorar meu aniversário
Chuva de verão. Música.
Cheiro de café, de baunilha e todos os tipos de chocolate.

Dançar ao som de Santana, Lighthouse Family e Madonna.
Beijo na boca e abraço apertado.

Meu olho castanho e a minha boca.

Comunicação, de todas as formas.


Eu odeio


Atrasos e perder tempo.
Trabalhar no calor, sentir calor.
Ter que falar logo cedo quando ainda estou dormindo.
Rótulos e quem rotula alguém.
Quem se faz de vítima, de inocente.
Quem não entende o que é Relações Públicas.
Quando subestimam a minha inteligência.
Pessoas submissas, sem alma e sem assunto.
Quando me cutucam.
Muito barulho, desorganização.
Líderes centralizadores e assédio moral.
Guarda-chuva.

Quem fala gritando e não ri de piadas.
Depender de dinheiro.

Fazer trilha, escalar montanhas, descobrir "a cachoeira".
Banana, caju e mel.
Acordar com gritos.

O cheiro da flor dama-da-noite e do perfume Flower – By Kenzo.
Quem tem vergonha de dizer eu te amo.
Quem não é nem diz pra que veio...

Reunião – TODAS!

Quem não olha nos olhos, não pega na mão, não beija no rosto.

Beijos, Adri

 

Música - Trash Pour 4 - Geni e o Zepelin

Escrito por Drikaninha às 21:24
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As canções que você fez pra mim

 

Se eu pudesse voltar no tempo, eu gostaria de rever algumas cenas da minha vida. Não, eu não mudaria nada. Só queria ter o prazer de ficar ali, parada, vendo a cena por um outro prisma, como num lance de filme onde as câmeras giram, manja? Algumas cenas da minha infância seriam as primeiras - tenho um problema sério com ordens – começaria então, cronologicamente falando.

 

Preciso rever o dia que eu enfiei o lápis no supercílio do meu primo, porque até hoje eu não lembro se isso foi antes ou depois dele cravar seus lindos dentes de leite no meu dedão. Só sei que a marca está aqui, o tempo não apagou. Também tenho que entender como o meu outro primo sempre ganhava de mim no futebol de botão. Eu jogava bem, nego! De alguma forma ele me ludibriava... Coisas de São Paulino.

 

E aquele dia na escola que jogaram uma minhoca no meu cabelo? Nossa, chorei por horas! Não suporto olhar pra uma minhoca até hoje. Eu tenho certeza que foi o Djalma, mas, ele jurou no dia que não foi ele.

 

Pulando um pouco essa fase infernal, daria tudo pra assistir de camarote nossas danças mais que loucas no Projeto, Apple, Zoom, Over Night. Nossas megas matinês e fim de domingo. Eu teria que passar por elas rápido porque, sem dúvidas, eu teria uma síncope de tanto rir.

 

Tem também aquela viagem péssima que eu fiz para Paraty quando - no meio de uma brincadeira sem graça - eu lasquei a mão na cara do dono da casa. E foi um tapão de mão aberta. Putz, como eu queria rever a cara dele... Ainda sinto minha mão formigar só de contar o causo.

 

Dos meus inúmeros tombos, eu voltaria a máquina do tempo naquele dia chuvoso que eu caí de quatro, em plena 24 de Maio, de saia e meia canelada fio 40. A dor era tanta, a vergonha era tamanha. Mas, a cena foi ofuscada pela gargalhada de um camelô. Ele riu tanto, tanto, tanto que eu não tive outra escolha. Ri junto.

 

As passagens tristes eu gostaria de rever assim, todas, de uma vez só. Faria uma decupagem de, no máximo, três minutos. Acredito que eu sentiria orgulho por saber que algumas coisas já foram superadas, esquecidas e outras bem armazenadas nas minhas infinitas gavetas.

 

Utilizaria o mesmo processo para rever pessoas. Ah, as pessoas da minha vida. Essa seria a parte mais longa dessa louca trajetória. Algumas entraram na minha vida e ficaram para sempre. Outras entraram, saíram, mas deixaram sua essência. Sempre deixam, né? Para o bem ou para o mal. Somos a construção daquilo que vivemos com as pessoas e ações que temos diariamente.  

 

Clichê? E quem não é?

 

Música – Se você puder ouvir, ouça. Se não, leia.

Vai lá: Oswaldo Montenegro – A lista

 

Beijo. Adri



Escrito por Drikaninha às 17:59
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Puxa. Estica. Solta. Enrola.

 

Eu tenho uma mania, quer dizer, eu tenho inúmeras manias bestas. Mas, uma delas, eu sei que eu trago de berço, pelos relatos de família. Isso já me rendeu alguns problemas, mas eu confesso, confesso, confesso... Acho tããão gostoso fazer que, quando percebo, sempre tem alguém rindo ou comentando.

 

De uns tempos pra cá, essa mania tem se tornado uma constante. Não consigo controlar meus dedos finos e compridos. Nem uso anel – por não achar mesmo anel número 12 – para não atrapalhar o ritual.

 

E acontece em qualquer lugar, a toda hora, eu já não respeito nem o credo, hierarquia, espaço, reuniões, fila, pausa do café. Faria até assistindo o Papa. Antigamente, a desculpa para o ato era o sono. Como eu acordo com sono, essa desculpa não cola mais. Balela. Toda vez que meu pai vê, ele ri e fala que eu faço isso desde bebê. A MarianE bate na minha mão e me dá bronca, sempre.

 

Mas ontem eu percebi que a coisa tá ficando meio crítica, porque agora eu tenho vontade de fazer isso nos outros. Em casa eu já faço, na mamis principalmente. Ontem me deu uma vontade louca no meio da balada, minha gente!! É que o gajo era bem bonitinho, pra foder a biela. Eu nem queria saber o nome da vítima, sabe? Só queria sentar do lado dele e ficar ali, horas, só fazendo...

 

Agora me diz: como uma pessoa se livra da mania do vício infernal e delicioso que é, de enrolar os caracóis dos seus cabelos? E quanto mais eu enrolo, mais eu quero enrolar. Maldito TOC!

 

Será que ainda existe aquela boneca medonha que é só uma cabeça? Afff eu morria de medo dela. Pode ser uma ajuda, né? Ao invés de dar nó no meu cabelo, eu carrego a cabeça em baixo do braço e fico praticando. Será que a prática excessiva provoca LER?  

 

Ah, demorei um pouco pra digitar porque uma mão estava no teclado e a outra na cabeça...

 

Beijos, Adri

 

Música: Sepultura - Orgasmatron

 

JU ZORZATO: por um grande respeito, admiração e amor que eu tenho por sua pessoa, eu resolvi abortar o post sobre nossa baladinha no INFERNO



Escrito por Drikaninha às 18:36
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Coisa boa pra você, meu amor!

 

Como é bom sentir o frio

O frio que gela o corpo e o rosto

O rosto que sente a garoa

A garoa que molha a bota

A bota plataforma no pé

O pé na meia de algodão, bem quente

Café quente que quase queima a boca

A boca com batom vermelho para comemorar a chegada do frio

Como é bom sentir o frio

O frio que gela o corpo e o rosto...

 

Meu mantra!

 

Música – Elton John – Goodbye Yellow Brick Road

 

Beijos, Adri 



Escrito por Drikaninha às 22:15
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Tanto faz o que você fala, se tanto faz o que você faz!

 
A pessoa estudou muito. Durante longos quatro anos sacrificou vários finais de semana com sol, deixou de ir a shows, cinema, parques, casa de amigos, não viu aquele gato, deu um perdido naquele outro, aprendeu sobre os grandes paradigmas do mundo, mass media, sociologia, tipologia, comunicação comparada e semiótica, cultura das massas, leu textos de Theodor Adorno de pirar o cabeção, fez um TCC digno de ter nota 10 em todos os quesitos, para redigir – dia desses – na FIRMA o seguinte comunicado:

 
Colaboradores,
 
Comunicamos a todos que, a higienização e limpeza desta geladeira, serão realizadas sempre as sextas-feiras. Portanto, todos os produtos que estiverem na geladeira fora da validade ou estragados, serão descartados sem consulta prévia.

 

Solicitamos ainda, que todos administrem seus pertences. Não deixe alimentos abertos ou vencidos armazenados na geladeira, isso causa mau cheiro e danifica o equipamento.

 

Obrigada pela compreensão. Dúvidas, favor contatar...

 

Lembrando que todos foram devidamente colados com fita dupla face.

Tem coisas que só uma reunião de pauta pode entender...

 

Beijos, Adri

 

Música – Robbie Williams - Rudebox



Escrito por Drikaninha às 15:23
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É ou não é?

 

Olha, não agüento mais esse papo.  Recebo um e-mail falando (um e-mail falando... sempre acho isso engraçado) que dia 11/05 vai ser feriado. Dia do Frei Galvão, o gajo vai ser canonizado pelo Papa Alemão, aquele com cara de duende. Quem é Frei Galvão? Aquele lá que eu não sei o que fez, faz ou fará. Que seja, quero o feriado.

 

Como sou uma pessoa da comunicação, que por sua vez comunica, faço meu mega e-mail SPAM e disparo para todos os colaboradores, amigos, parentes, agregados, casos e... Tá feita a bosta!

 

O Senado mandou para o governo, que não mandou para votação, que foi parar na mão zuada do Lulla, que não aprovou, que mandou para o CNBB que – como diz a Re – por pura inveja do Frei, não quer aprovar o feriado. Ai, valei-me!

 

Desde então, virei alvo dos colaboradores, amigos, parentes, agregados e casos, que mandam para a minha caixa-postal todos os assuntos relacionados ao suposto não/sim feriado e, alguns, me olham com uma cara de: Puta que pariu, Adriana. Como assim você não sabe se vai ser feriado?

 

Minha gente, se dependesse de mim, seria feriado todo dia. Mas que coisa, viu? O que nos resta agora é apelar: FREI GALVÃO, FREI GALVÃO! FAÇA UM MILAGRE, FREI GALVÃO.

 

Se dia 11/05 for mesmo feriado, eu prometo que eu não bebo mais de sexta-feira com a galera. Ai, melhor não, né? Tá bom, prometo que eu acendo uma vela do meu tamanho pro santo. Até porque nem vai ser tão difícil assim...

 

Beijos, Adri

 

Música – Beastie Boys - Sabotage



Escrito por Drikaninha às 16:56
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